Artigos Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018, 16h:00 | - A | + A

ROBERTO FREIRE

Golpistas no poder

ROBERTO FREIRE

 

A se dar créditos nas pesquisas, caminhamos para uma dupla de golpistas no segundo turno das eleições. Bolsonaro e Mourão querem fazer uma nova constituição sem constituintes, mas com notáveis, notáveis antidemocráticos, golpistas, falastrões, usurpadores da soberania popular.

 

Haddad que acha que o PT sofreu um golpe, que acha que a economia vai mal pela articulação dos adversários e não pela incompetência do PT, quer colocar mordaça na mídia, mudar a lei das delações, indultar o Lula, devolver o “golpe” aos “golpistas”. Enfim, um quer dar um golpe militar, o outro um golpe fascista de esquerda. Ambos querem se perpetuar no poder, antes do que resolver nossos problemas, que eles desconhecem.

 

Esse generalzinho Mourão é racista, sexista, homofóbico, considera que mulheres à frente da família criam criminosos, sem se dar conta que as mesmas estão à frente, porque os homens fugiram pelos fundos de suas responsabilidades, criminosamente; ao invés de apoiá-las, condena-as. Quer fechar o congresso, tirar o poder de deputados e senadores e concentrar tudo nas suas mãos imundas de militar, e torturar e matar presos comuns e os milhares de presos políticos que fará, como sempre fazem os militares quando estão no poder. Quer armar a população provavelmente para justificar a saraivada de balas que fará a polícia disparar contra ela.

 

O outro, o serviçal de Lula, o Andrada, digo o Haddad, quer antes de tudo soltar o bandido condenado, o dono do PT, calar a imprensa, fazer mais do mesmo que levou o país a bancarrota, rifando as estatais entre seus cúmplices, endividando ainda mais um Estado falido. Sem fazer qualquer autocrítica da calamidade que o PT promoveu no país, considera que foi Temer apenas quem destruiu a nação. Naturalmente, que a incompetência de Temer é imensa, no entanto, a destruição nacional já estava andando a passos largos antes do mesmo assumir o poder, aliás, membro escolhido para o cargo pelo próprio PT.

 

Ou seja, ao olhar para o futuro não se vê esperança. Novamente uma disputa animalesca entre radicais antidemocráticos. Muito provavelmente, quando não conseguirem levar adiante seus projetos esdrúxulos, pois que dependem de mudanças pelo legislativo estigmatizado por ambos, acabarão sofrendo um impeachment pela ingovernabilidade que deixarão o país. E o que é pior, não parece haver bom senso entre nós eleitores, que estamos escolhendo candidatos com o fígado ao invés de usar a cabeça. 

 

Os radicais quando vencem as eleições, deixam a população encerrada entre extremismos que não podem conviver e findam por se aniquilarem. Ao final, todos sairão perdendo, aumentando o ódio e ficando cada vez mais distante de alguma solução ou da paz. É a guerra de todos contra todos que Bolsonaro e Haddad propõem, um estado de guerra. No segundo turno, a ficar essa dupla antidemocrática, só nos resta anular o voto: não há um menos ruim, ambos são horríveis.

 

ROBERTO DE BARROS FREIRE é professor do Departamento de Filosofia/UFMT.

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