Artigos Segunda-Feira, 02 de Abril de 2018, 07h:41 | - A | + A

ALECY ALVES

O que é a Páscoa?

ALECY ALVES

Faça este questionamento a uma criança de 5, 8 ou 10 anos e terá uma resposta capitalista, calcada no que temos ou poderíamos ter e não no que somos ou deveríamos ser. 

 

Entre as muitas possibilidades do que ouviremos esta: dia de receber chocolate como presente ou qualquer coisa relacionada ao coelhinho cuja imagem já está vinculada comercialmente à data. 

 

Raramente, seja na escola ou em família, a verdadeira história da Páscoa é contada às crianças. Portanto, por culpa dos adultos há muitas gerações estamos desvirtuando a história. 

 

Nas escolas e creches no último dia de aula antes da Páscoa as crianças fazem brincadeiras da caça aos ovos, se vestem e se pintam de coelhinho e, pouquíssimas vezes, fazem encenação cristã da data. 

 

A mídia e seus integrantes, formadores de opinião, também têm muita a ver com essa visão puramente comercial, capitalista da celebração. É difícil vermos reportagens com relatos da data do ponto de vista religioso, da fé em Deus. 

 

Todavia, são comuns os artigos sobre pesquisa de preços e aumento ou redução da venda de ovos, de como os consumidores escolheram os presentes, cardápio do domingo pascal, entre outras abordagens. 

 

A Páscoa que deveríamos espalhar e celebrar em família é a que tem como ponto de partida, etimologicamente, "a passagem" da morte para a vida. Deveria louvar a ressurreição de Jesus Cristo crucificado e morto. 

 

No antigo testamento, a páscoa significava a libertação dos hebreus pelo profeta Moisés da vida de escravidão e sofrimento no Egito. A festa era em comemoração à travessia do mar Vermelho, ocorrida cerca de 1.800 anos antes de Cristo. Naquela época era uma festa judaica. 

 

Pelo Novo Testamento, vem da ressurreição de Cristo o sentido da Páscoa cristã, vista como passagem da morte para a vida. Os livros bíblicos a descreveriam como um evento ocorrido logo depois do 33º aniversário de nascimento de Jesus, após a perseguição, crucificação, morte e o seu renascimento. 

 

Gosto dos ensinamentos da irmã Antonieta Tardivo, uma imigrante italiana que chegou no Brasil na década de 1960 e se radicou em Mato Grosso, onde trabalhou no Instituto Papa João XXIII, em Cuiabá, dedicando amor e assistência a crianças e adolescentes carentes. 

 

Em reportagem de 15 anos atrás, do dia 20 de março de 2003 (http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=137002), ela dizia que a Páscoa "deve ser celebrada, sem exageros, como forma de reatar laços familiares e de amizade, conceder o perdão e acolher aqueles que precisam de alimento, carinho, amor ou apenas ouvir uma palavra de fé". 

 

ALECY ALVES é repórter.

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