Artigos Segunda-Feira, 05 de Março de 2018, 13h:29 | - A | + A

WILSON FUÁH

Um grande negócio

WILSON FUÁH

De um tempo para cá, passamos a perceber que o congresso passou a ser povoado por representantes de seguimentos, são políticos que na verdade são lobistas de grandes grupos econômicos, e assim, se misturam e são comprados através de emendas carimbadas, e se satisfazem e identificam com  representantes de cleros, de ruralistas, de ambientalistas, da bala e outros, com isso a sociedade ficou órfã e as ações que beneficiam diretamente ao povo, ficam para a próxima legislatura, na verdade o congresso foi transformado num grande “balcão de negócio”.      


Na verdade ser político é ter o entendimento e a leitura do ser humano. Ser um líder político, e ser uma  pessoa especial e apaixonada por causas sociais, são aquelas pessoas que entendem o sentimento de um povo, que as vezes, até se confunde com as suas aspirações como desejo de todos os cidadãos, mas os políticos com essa característica, não existe mais, agora mesmo o agronegócio, recebeu a notícia que ficará órfão e apareceram muitas viúvas.             

 

De um tempo para cá, o povo passou a ser enganado por somas vultosas de recursos financeiros aplicados em marqueteiros, com objetivo de apresentar um ser político travestido de representante do povo.     

 

Tem certo aprendiz de político, que na esperança de impressionar o eleitorado, fantasia de humilde, chora em velório, dança e festeja nas "bibocas", abraça operário mal cheiroso e beija mulheres com perfumes vencidos, sabendo que ao chegar em casa tomará um banho de álcool e deitará na banheira de hidromassagem por horas e horas, voltando ao seu mundo de fantasia.         

 

Esse tipo de candidato faz escola, e passa de pai para filho, que com pouca dificuldade aprende a fazer discursos enganosos, pois as palavras impressionam mais que qualquer objeto, infelizmente as pessoas não estão preparadas para fazer a leitura de mensagem que saem do coração dos políticos, e a maioria das pessoas não tem o poder de refletir, de pensar, e por não poder sonhar, acreditam em salvadores da pátria que pousam como pai dos fracos e oprimidos.           

Os eleitores  ainda tem que percorrer uma árdua estrada, ou  simplesmente ficarmos sentados na beira do caminho, aguardando que surja um partido político próxima do ideal, que tenha em seu estatuto, as restrições necessárias para barrar no nascedouro os políticos desqualificados.            

 

Como seria bom se no estatuto dos partidos impedisse a filiação daqueles que estivessem indiciados por investigação ou que  esses “précriminosos” que filiados, devessem ser  imediatamente desligados do partido, até a conclusão final do julgamento, se absolvido retornaria automaticamente, e se condenado deveriam ser  expulsos definitivamente.


Só no Brasil os partidos aceitam todo tipo de filiação, de desonestos até assassinos, e  aí,  os candidatos sujos são eleitos, e vão ao supremo, para validar a sua eleição.


Dando trabalho  aos membros do supremo para julgar os absurdos da política  e  às vezes ainda tem como resultado o empate nas votações dos absurdos: julgam “em que data”  o candidato começou a ser sujo, ou se a sujeira dele é beneficiada pelo princípio da anualidade, ou se a limpeza dele é beneficiada pelo princípio da publicidade e/ou se o princípio da retroatividade beneficia os sujos históricos.              

 

Ao pensarmos profundamente nas eleições, transformamos em sombras de tudo que imaginamos e esses desejos de evolução, desejos de dias melhores, são incorporados no sentido da vida, cada dia que passa em nossas vidas, abrimos uma franquia eleitoral, e vamos depositando sonhos sem definições, que vão esbarrando nas decepções dos candidatos angariadores de evoluções patrimoniais e gulosos pelo dinheiro público.             

 

O grande dilema para os eleitores é oriundo da falta de discernimento para saber escolherem o menos enganador ou o menos dissimulado.             

 

O importante, é saber escolher um representante que esteja preocupado com as ações sociais: com a péssima qualidade da Saúde Pública, com o Sistema de Educacional de baixa qualidade; com a Segurança Pública   onde os bandidos urbanos e políticos transforma o povo em refém das crise sociais, temos que ter o cuidado para não dar  os nossos votos para um represente de seguimentos, que se preocupam apenas com o resultado da “balança comercial” ou com o crescimento do patrimônio 

 

WILSON CARLOS FUÁH é especialista em Recursos Humanos.

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