Em Destaque Quinta-Feira, 23 de Abril de 2015, 11h:29 | - A | + A

DIÁLOGO RESTABELECIDO

Prefeitura de Cuiabá e médicos avançam nas negociações para o fim da paralisação

DA REDAÇÃO

COM ASSESSORIA

Pronto-socorro de Cuiabá

Negociação pode poder fim a paralisação dos médicos e retornar o atendimento nas unidades de saúde, como a exemplo do Pronto-socorro

Depois de quase nove horas de negociações, o Sindicato dos Médicos e a Prefeitura de Cuiabá resgataram o diálogo e conseguiram avançar nas tratativas referentes à paralisação dos médicos, que já dura 13 dias. O acordo foi firmado às 23h19 desta quarta-feira (22 de abril), na sala de mediação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

 

Dentre as decisões tomadas destaca-se o fato de que na próxima terça-feira (28 de abril) a Prefeitura de Cuiabá deve homologar o concurso público realizado no início do ano, nomeando, em duas etapas, 170 novos médicos. O município também deverá apresentar no prazo de 30 dias cronograma de capacitação dos cursos a serem realizados no decorrer do ano de 2015 e ainda apresentar no prazo de 45 dias um projeto de saneamento das filas de exames, consultas e procedimentos cirúrgicos.

 

O Sindicato dos Médicos realizará assembleia-geral extraordinária nesta sexta-feira (24 de abril) para apresentar as propostas oferecidas e deliberar sobre a suspensão da greve. Também ficou definido durante a audiência que está suspenso o ato público “Tô na luta pela saúde”, previamente marcado para sexta, às 17h.

 

A presidente do núcleo, desembargadora Clarice Claudino da Silva, explica que o Poder Judiciário interveio porque a situação não pode mais se arrastar e também para evitar mais prejuízos à população que está desassistida dos serviços públicos de saúde há 13 dias. “Temos tentado intermediar esse conflito, porque a população e o interesse social estão acima de tudo”, frisa.

 

A magistrada observa que a paralisação só poderá ser resolvida por meio da mediação. “Não tenho dúvida que o tratamento adequado para esse conflito passa necessariamente pelas técnicas autocompositivas”, observa. Ela salienta que só uma decisão judicial determinando isso ou aquilo não vai viabilizar melhores condições de trabalho, que é uma reivindicação constante da classe médica, nem aliviar o sofrimento das pessoas que dependem desse serviço.

 

“Nós sabemos que o serviço de saúde pública, mesmo em época de normalidade, já costuma ser precário, tão aquém do desejável e do merecido pelas pessoas. Então imagina deixar essa situação se prolongar Por isso, nós nos sentimos responsáveis socialmente enquanto Poder Judiciário. Temos que intervir, tentar aproximar as partes e fazer com que elas vejam onde está a melhor saída para cada item dessa reivindicação”, pontua a desembargadora.

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