Em Destaque Quinta-Feira, 23 de Abril de 2015, 15h:19 | - A | + A

CPI DAS OBRAS DA COPA

Representante da Planservi confirma que Secopa foi notificada diversas vezes sobre irregularidades

Em depoimento, auditora relatou que autoridades competentes poderiam mudar os rumos das obras

Da Redao

Demóstenes Milhomem ALMT

LEGISLATIVO

Representante do consórcio Planservi/Sondotécnica, Valter Boulos, presta depoimento à CPI das Obras da Copa

Os depoimentos da auditora do Estado, Nilva Izabel Rosa, e do representante legal do consórcio Planservi/Sondotécnica, Valter Boulos, mostrou que existiu um protecionismo de interesses entre o Consórcio Planservi/Sondotécnica e o Governo do Estado, conforme o presidente da CPI, deputado estadual Oscar Bezerra (PSB).

Em seu depoimento, a auditora relatou a “baixa atuação das autoridades competentes que poderiam mudar os rumos das obras da Copa do Mundo”.  Ela destacou também que a Secretaria da Copa (Secopa) foi notificada diversas vezes, mas nunca tomou providências sobre as irregularidades.

Valter Boulos, da Planservi/Sondotécnica, gerenciadora e fiscalizadora das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), disse à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa, na sessão de quarta-feira (22/04) que informaram pelo menos 570 Identificações de Problemas (IP) sobre as obras à que a Secopa e ao Governo do Estado.

“Não possuíamos poder de polícia para poder cobrar uma atitude do cliente, no caso o Governo do Estado. Fizemos a nossa parte contratual de notificar as inconformidades e paralisamos serviços das obras até que fossem sanadas”, assinalou Boulos lembrando das "não conformidades"  que levaram à paralisação de alguns serviços.

O depoente confirmou que o Consórcio Planservi/Sondotécnica nunca recebeu o projeto executivo das obras para o VLT, que seria uma das exigências do Regime Diferenciado de Contratação (RDC). “Informamos à exaustão todas as não conformidades à Secopa. Diante do grande número de notificações, passamos a encaminhar diretamente também ao Consórcio VLT, a pedido da Secopa”, declarou.

Boulos destacou como erros o atraso na liberação dos repasses federais e a utilização do RDC, que geraria insegurança quanto a prazos e aditivos. Sobre erros como os do viaduto da UFMT, o depoente afirmou que houve uma disputa sobre a responsabilidade na drenagem entre Secopa e Prefeitura de Cuiabá. Já sobre o Viaduto da Sefaz, ele declarou que as obras haviam começado quando o contrato com a Planservi foi firmado, mas que todas as obras passarão por um teste final.

O Consórcio Planservi/Sondotécnica firmou contrato em janeiro de 2013 para gerenciar as obras do VLT Cuiabá, em um prazo de 27 meses com total de R$ 47 milhões. Valter Boulos justificou que o valor é equivalente a 3% do empreendimento global, orçado em R$ 1,477 bilhões e consta das tabelas de engenharia e consultoria.

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