Política Quarta-Feira, 13 de Junho de 2018, 15h:17 | - A | + A

PEDIDO NEGADO

Ação da "Grampolândia" vai voltar a tramitar, após TJ negar suspensão de coronéis

Processo que investiga a participação de quatro coronéis e um cabo no esquema de escutas clandestinas, está na Vara Militar em Cuiabá

LAICE SOUZA

DA REDAÇÃO

 

O processo que tramita na Vara Militar em Cuiabá, em que quatro coronéis e um cabo são acusados de participação no esquema de escutas clandestinas para favorecer membros da atual gestão do governo do Estado, vai voltar a tramitar. A decisão, desta quarta-feira (13), é da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Os três desembargadores negaram o pedido de suspeição contra dois coronéis membros do Conselho de Sentença.

 

ão acusados de participação no esquema os coronéis Zaqueu Barbosa (ex-comandante geral da PM), Evandro Lesco (Ex-chefe da Casa Militar), Ronelson Barros (ex-Casa Militar) e Januário Batista. Além do cabo Gérson Corrêa Júnior.

 

O pedido de suspeição foi feito pela defesa do cabo Gerson, sob o argumento de que os coronéisLuiz Cláudio Monteiro da Silva e Valdemir Benedito Barbosa, como julgadores do caso, teriam agido com excesso de linguagem e de forma parcial, fato que teria prejudicado a defesa do réu.

 

Com a decisão do Tribunal, o processo irá retornar na fase em que parou, ou seja, o próximo passo será a oitiva do cabo Gerson. A data deverá ser agendada pelo juiz do processo, Murilo Moura Mesquita.

 

Outros acusados

As acusações contra outros supostos participantes do esquema está no Superior Tribunal de Justiça, após o pedido feito pelo governador Pedro Taques (PSDB), para que fosse investigado no caso.

 

Também tiveram o nome envolvido no esquema o ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que atualmente está preso por suposta participação em desvio de dinheiro do Departamento Estadual de Trânsito, o ex-secretário de Segurança Pública, o delegado Rogers Jarbas, que inclusive chegou a ser preso, entre outras pessoas.

 

No esquema da "Grampolândia Pantaneira", teria sido montada uma central de interceptações clandestinas, que operavam por meio de "Barriga de Aluguel". Ou seja, eram inseridos dados de pessoas não investigadas em processo judiciais ou em fase de inquérito para que a justiça concedesse a escuta telefônica, para dar o ar de legalidade ao esquema. Tudo, de acordo com a denúncia feita pelo promotor de justiça Mauro Zaque, que denunciou o caso.

 

A previsão inicial é que mais de mil pessoas teriam sido interceptadas de forma ilegal. Entre as vítimas, políticos, jornalistas, médicos entre outros profissionais liberais.

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