Política Quarta-Feira, 07 de Novembro de 2018, 10h:00 | - A | + A

AUDIÊNCIAS MARCADAS

Coronéis e cabo serão julgados em março na ação da “Grampolândia Pantaneira”

Julgamento está previsto para acontecer nos dias 20, 21 e 22 de março

LAICE SOUZA

DA REDAÇÃO

 

O julgamento dos militares que são réus no caso que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira” já está com as audiências marcadas. O juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Militar do Fórum de Cuiabá, agendou os julgamentos para os dias 20, 21 e 22 de março.

 

São réus nesse processo o cabo Gerson Correa, que confessou a participação e, inclusive, afirmou que os donos da “Grampolândia” são o atual governador Pedro Taques e o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques; os coronéis da Polícia Militar Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Lesco, Ronelson Barros e o tenente-coronel Januário Antonio Edwiges Batista.

 

Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a condenação do cabo, dos coronéis Zaqueu e Evandro Lesco e a absolvição do coronel Ronelson Jorge de Barros e do tenente-coronel Januário.

 

O processo apenas analisa os crimes militares que teriam sido cometidos pelos policiais. Até o momento, o caso na esfera da justiça comum, tanto penal, como civil ainda não foi solucionado, ou a ação proposta.

 

Entenda o caso

Em maio de 2017 veio a público o esquema de interceptação telefônica, envolvendo policiais militares, que teriam, segundo as investigações iniciais, grampeado mais de mil pessoas em todo o Estado, entre autoridades políticas, jornalistas e profissionais autônomos.

 

Os nomes eram inseridos em investigações criminais, mesmo sem o envolvimento das pessoas em qualquer delito. A suspeita era que as investigações foram realizadas por interesse de pessoas ligadas ao primeiro escalão da atual gestão do Estado.

 

Em depoimento à Justiça Militar, o cabo Gerson confessou a participação no crime e ainda envolveu o atual governador Pedro Taques e o primo dele, Paulo Taques. O caso envolvendo Paulo Taques e outras pessoas sem prerrogativa de função já foi encaminhado para a Justiça de Mato Grosso e quanto a Pedro Taques, a investigação continua em Brasília, por determinação do ministro Mauro Campbell.

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