Política Segunda-Feira, 11 de Fevereiro de 2019, 10h:37 | - A | + A

MAIOR DEBATE

Deputada federal quer reforma da Previdência, mas critica corte dos direitos aos trabalhadores

A proposta deve ser encaminhada ao presidente e chegar nesta semana à Câmara Federal

FERNANDA TRINDADE

DA REDAÇÃO

 

O texto da reforma da Previdência deve ser finalizada nesta segunda-feira (11) e, de acordo com os ministros da Casa Civil Onyx Lorenzoni e da Economia Paulo Guedes, levado ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) ainda nesta semana. A proposta ainda não chegou na Câmara dos Deputados, mas a deputada federal por Mato Grosso Rosa Neide (PT) já adianta que concorda que o Brasil precisa de uma reforma, mas não do jeito que está sendo tratada. 

 

A deputada revelou que o seu partido realizou uma reunião e que ficou decidido que os cortes são necessários, mas que alguns aspectos desta reforma fazem com que os trabalhadores percam seus direitos, por isso é necessário um acompanhamento e maior debate. De acordo com Rosa Neide, sua preocupação está no modelo de capitalização proposta pelo ministro Paulo Guedes. 

 

“Eu como parlamentar entendo que como o país aumentou a condição de vida da população e para aguentar a previdência precisa reformar, só não concordo com alguns aspectos em que os trabalhadores perdem seus direitos e a situação vai ficando muito difícil por tudo que a gente está lendo e acompanhando”, disse Rosa Neide. 

 

Sobre o novo modelo em que Guedes pretende implantar, cada pessoa vai ter uma conta em que ficarão responsáveis por vai descontar cerca de 10% do salário para colocar nesta conta. A deputada federal explica que funciona como se fosse uma poupança, mas que as pessoas poderão guardar até a aposentadoria ou fazer saques quando precisar. 

 

“A discussão interna é que nem o empregador e nem as empresas contribuirão mais, apenas o trabalhador, então qual é a contribuição que em 30 anos de trabalho terá guardado”, questionou  Rosa Neide.

 

Atualmente, tanto os trabalhadores ativos quanto inativos fazem contribuição, bem como o empregador contribui com a mesma parte que é de 8 a 11% dependendo do salário. O que pode mudar se o texto for aprovado será na contribuição do empregar. 

 

“Tem que ter reforma, mas é um momento de debruçar alternativas com os governadores, para que não tenha uma reforma da previdência que leve aos trabalhadores como estão no Chile, porque o ministro Guedes foi um dos mentores, lá há um elevado número de suicídio com idosos, porque no final quando vai abrir a caderneta não tem praticamente nada, não podemos olhar para um país que deu errado”, finalizou Rosa Neide.

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