Política Quarta-Feira, 14 de Março de 2018, 11h:04 | - A | + A

OBRA PARALISADA

Ex-reitora cobra do Estado retomada e término da obra do Hospital Júlio Muller

Segundo Maria Lúcia, o dinheiro já está em caixa e há 3 anos que a atual gestão não faz nada para retomar a obra.

LAICE SOUZA

DA REDAÇÃO

 

A ex-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavali Neder, cobrou do Governo do Estado a retomada e conclusão das obras do novo Hospital Júlio Muller. A cobrança é referente ao fato de que no convênio assinado o responsável pela execução da obra é o Estado, além do pagamento da contrapartida.


"Fizemos um convênio, que eu assinei [quando era reitora da UFMT] com a instituição chamada Estado, não foi com o governador A, B ou C. Nós queremos que o Estado cumpra a sua responsabilidade de colocar os R$ 60 milhões na obra", disse, acrescentando que hoje com as correções o preço a ser colocado pelo Estado será bem maior.


A ex-reitora, que já se coloca como pré-candidata ao cargo de senadora, afirmou que não "consegue entender" os motivos que levam o estado a não continuar com a obra, principalmente porque o dinheiro já está assegurado. Ela informou que foram disponibilizados para a construção do prédio R$ 60 milhões do governo federal e mais R$ 60 milhões da contrapartida do Estado.


"Tivemos um problema na obra em 2014 [quando foi preciso romper com a empresa contratada]. Mas, não dá pra compreender não ter uma nova licitação com dinheiro em caixa", questionou.


Ela ainda destacou as vantagens do hospital para o próprio governo. "Serão R$ 100 milhões por ano que o governo federal vai disponibilizar para a unidade hospitalar em custeio, para o resto da vida do hospital, isso com todo os profissionais", disse.

 

Impasse

De acordo com informações do Ministério Público Federal, o governo do estado de Mato Grosso solicitou novo prazo para dar uma resposta definitiva sobre a retomada ou não das obras de construção do novo Hospital Universitário Júlio Muller. A informação foi repassada nesta segunda-feira (12), durante reunião na Procuradoria da República em Mato Grosso, realizada com o secretário de Cidades (Secid), Wilson Santos.De acordo com Santos, houve um pedido do governador Pedro Taques para que ele participasse da próxima reunião, quando haveria uma resposta final.

 

Contudo, a PGR solicitou uma resposta por escrito do governador sob o fundamento de que uma nova reunião só traria mais desgaste.

 

Na reunião o secretário Wilson comentou sobre a possibilidade de falta de recursos do Estado para quitar a contrapartida, que foi assumida pela gestão passada.

 

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