Política Quinta-Feira, 17 de Maio de 2018, 10h:57 | - A | + A

SEGUNDO MP

Por propina, deputados "intencionalmente" não fiscalizaram contrato com o Detran

Cinco deputados e um ex-deputado foram apontados como "omissos" na fiscalização para obter a propina

LAICE SOUZA

DA REDAÇÃO

 

Seis deputados estaduais e um ex-deputado, que estão entre os denunciados pelo Ministério Público Estadual, na ação penal resultado das investigações da Operação Bereré, são acusados de terem recebido propina como "contraprestação pela sua intencional omissão", na fiscalização do contrato entre o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a empesa EIG Mercados.

 

Os deputados Wilson Santos (PSDB), Romoaldo Júnior (MDB), Ondanir Bortolini (Nininho do PSD),  José Domingos Fraga (PSD) e Baiano Filho, além do ex-deputado João Malheiros, são acusados de, no exercício da função de deputados, terem "concorrido para as atividades da organização criminosa por, a despeito de terem plena consciência de que os contratos administrativos de delegação de serviços públicos pelo Detran e a empresa privadas são mantidos em razão do recebimento de vantagens indevidas".

 

De acordo como Ministério Público Estadual, os parlamentares deixaram de "exercer a função constitucional fiscalizatória dos atos do Poder Executivo, que são ínsitas ao mandato e indisponíveis". "Além disso, todos eles são e/ou foram destinatários de parcela de tais vantagens indevidas, como contraprestação pela sua intencional omissão", diz trecho da denúncia do MP.

 

Um dos líderes do esquema, apontado pelo Ministério Público Estadual, é o deputado estadual Mauro Savi (DEM), que atualmente se encontra preso por ordem judicial do desembargador José Zuquim. Além dele, o MP aponta que o ex-secretário chefe da Casa Civil Paulo Taques, o ex-governador Silval da Cunha Barbosa, o ex-deputado federal Pedro Henry e o deputado Eduardo Botelho fariam parte do grupo de liderança da organização criminosa.

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