Poltica Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 09h:57 | - A | + A

SOBRE GREVE GERAL

Resposta do Governo coloca mais gasolina na fogueira, alerta Oscarlino

Nesta sexta-feira, s 14h acontece uma Assembleia do Sisma para debater a possvel greve

FERNANDA TRINDADE

DA REDAO

 

Após a resposta do governador Mauro Mendes (DEM) as ameças de greve geral dos servidores públicos, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT), Oscarlino Alves, afirmou que “esse tipo de comentário acaba colocando mais gasolina na fogueira”.

 

Mauro disse que se greve resolvesse alguma coisa, ele seria o primeiro a deflagrar. “Eu vou convidar todo mundo para entrar em greve porque aí, dois, três meses depois, não tem problema nenhum mais em Mato Grosso. A greve não resolve o problema, ela vai piorar muito mais o problema do Estado”, destacou o governador.

 

Em relação a esse posicionamento, Oscarlino que é também representante do Fórum Sindical, esclareceu que Mauro Mendes não está priorizando o pagamento dos salários e ressaltou que a greve é uma das maneiras legais de protestar.

 

“Esse tipo de comentário acaba colocando mais gasolina na fogueira, um chefe maior tem que apaziguar, ele teria que usar da sua capacidade de articulação e colocar o servidor público embaixo dos braços dele, se falta de pagamento de salário não é justificativa para parar, como que o cara anuncia que não ira pagar o salário, porque não está priorizando a folha de pagamento”, indagou Oscarlino.

 

Na quinta-feira (10) o Sisma se reuniu com o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo para debater a situação do trabalho para os servidores da saúde. Na ocasião, Oscarlino esclareceu que as questões salariais não serão discutidas com a Secretaria de Saúde.

 

“A greve é outra história, nós tivemos uma divisão na mesa inclusive com o secretário de Saúde, as questões de rotina de trabalho e estrutura, nós trataremos com ele, já a questão salarial que é uma política abrangente e envolve todos do poder executivo, nós tratamos com o Fórum Sindical. Pretendemos partir para uma greve específica, o Governo infelizmente ainda nós agredindo, porque estão jogando a opinião pública contra o servidor, então uma greve geral não está descartada, mas será tratada de forma individualizada, cada sindicato tem um Estatuto”, ressaltou o presidente do Sisma.

 

Na noite desta quinta-feira (10), foi pago os salários dos aposentados e servidores que recebem até R$ 4 mil. Já nesta sexta-feira (11), às 14h acontece uma Assembleia do Sisma. “Nós vamos dialogar com a categoria, porque janeiro está sendo lágrimas de sangue”, finalizou Oscarlino.

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