Política Quinta-Feira, 14 de Junho de 2018, 18h:12 | - A | + A

POR 21 VOTOS A 2

Tribunal de Justiça nega recurso e Mauro Savi continua na prisão

O parlamentar está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) desde o dia 9 de maio, quando foi deflagrada a segunda fase da "Operação Bereré"

DA REDAÇÃO

 

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou o recurso e manteve a prisão do deputado estadual Mauro Savi (DEM) por 21 votos a 2. O julgamento do recurso aconteceu na tarde desta quinta-feira (14). O parlamentar está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) desde o dia 9 de maio, quando foi deflagrada a segunda fase da "Operação Bereré", que investiga o desvio de R$ 30 milhões, em pagamento de propina, no Departamento Estadual de Trânsito, em Cuiabá.

 

Os desembargadores Cleuci Terezinha, Serly Marcondes, Sebastião Barbosa, Nilza Maria Pôssa, Antonia Siqueira, Helena Maria Ramos, Juvenal Pereira, Márcio Vidal, Carlos Alberto Alves da Rocha, Luiz Ferreira, Clarice Claudino, Maria Erotides, Luiz Carlos da Costa, João Ferreira e Rondon Bassil, Marcos Machado, Gilberto Giraldelli, Orlando Perri, Maria Helena Póvoas e Alberto Ferreira votaram pela manutenção da prisão do deputado. Apenas os desembargadores Paulo da Cunha e Sebastião de Moraes pediram a revogação da prisão.

 

O julgamento teve início no dia 24 de maio, e após pedido de vista do desembargador Marcos Machado, foi suspenso. O relator do caso, desembargador José Zuquim, afirmou que a necessidade de manutenção se deve ao fato do deputado continuar a praticar delitos. A prova disso será o fato do parlamentar ter três processos penais em andamento contra ele no tribunal. Além disso, a forte influência que exerce no meio político e o poder econômico que detém poderia prejudicar a instrução processual.

 

A defesa do deputado argumentou que não há risco disso ocorrer, já que a ação penal já foi proposta contra o parlamentar o que afastaria o risco de prejudicar a coleta de provas. Ainda segundo o advogado Paulo Fabrin, que assumiu o caso, Mauro Savi não teria nenhuma influência no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), conforme o próprio Ministério Público Estadual teria sustentado na ação penal.

 

O desembargador José Zuquim já havia negado a soltura do deputado no último dia 7.

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