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O segmento da cultura não ganhou a devida atenção por boa parte dos candidatos à Prefeitura de Cuiabá, conforme análise do ator e humorista Eduardo Butakka que discutiu em live os compromissos firmados pelos quatro políticos melhor cotados a chegar ao Palácio Alencastro segundo as pesquisas. Em transmissão ao vivo, que contou com a participação de outros artistas, Butakka avaliou os planos de governo apresentados por Abílio Júnior (Podemos), Emanuel Pinheiro (MDB), Gisela Simona (PROS) e Roberto França (Patriota).
O ator aponta a existência de propostas vazias, sem relevância e até mesmo preocupantes nos documentos enviados pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para Butakka, apenas a candidata Gisela Simona, que tem como vice o Maestro Fabrício, apresentou propostas concretas. “Eles propõem questões inovadoras e objetivas como a implantação um city tour na cidade e um passeio náutico pelo Rio Cuiabá, propostas que poderiam ser seguidas pelos outros candidatos”, disse em entrevista ao PNB Online.
Pontos preocupantes foram encontrados em planos de governo como o apresentado por Abílio, que propõe dissolver o Conselho Municipal de Cultura, sem indicar o que poderia ser feito em contrapartida. “Esse tipo de proposta mostra um certo desconhecimento sobre o segmento. Deveria haver propostas que o tornasse cada vez mais democrático, transparente e amplo. Precisamos de diálogo”, defende o ator.
Nos planos dos candidatos Emanuel Pinheiro e Roberto França foi identificada a falta de propostas objetivas. Butakka destaca que o candidato do Patriota destina pouco espaço em proposta de governo e nunca de maneira assertiva. Já Pinheiro dedica o espaço para relembrar seus feitos durante o mandato que se encerra este ano, e de novo, propõe apenas a criação do ‘Atelier Livre de Cultura’, um espaço lúdico de incentivo e amparo aos artistas para exposição e comercialização se suas obras.
Para o humorista, a falta de menção à maneira como a cultura será tratada no pós-pandemia ilustra o pouco compromisso com o setor e é motivo de preocupação para os artistas. “Eles não avaliaram o cenário pós-pandemia. Nenhum deles menciona essa questão. O segmento cultural foi um dos mais prejudicados nessa crise da pandemia. Casas de show e teatros ainda não foram reabertos e não há menção nos planos de governo. É uma falha grave. É um setor que segurou a sanidade mental das pessoas durante o isolamento social. Ainda assim é vista como um apêndice. Como algo que sem importância”, lamenta.
























