
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país a partir de 1º de agosto provocou reações imediatas entre os parlamentares federais de Mato Grosso, estado com forte base no agronegócio e que pode ser afetado pela medida.
Em publicação no X (antigo Twitter), o deputado Emanuel Pinheiro Neto (MDB) criticou a politização da tarifa. “Comemorar uma medida que ataca nosso próprio povo beira a maldade. Não precisa odiar o presidente Trump para repudiar a medida, basta amar o Brasil e querer o bem da nossa nação”, escreveu. Ao ser cobrado por um internauta a “parar de chorar” e “apoiar a anistia”, o parlamentar rebateu: “Quem vai quebrar o agro são os EUA com essa taxação afetando nossas exportações, vamos sair do mundo da lua e vir para a realidade”.
A oposição também se manifestou. O deputado José Medeiros (PL) responsabilizou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A culpa é sua. #culpadolula”, postou, ao compartilhar a carta assinada por Eduardo Bolsonaro e pelo comentarista Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo. No documento, eles atribuem a decisão de Trump à atuação de Eduardo nos EUA e reiteram críticas ao STF e ao atual governo.
O senador Wellington Fagundes (PL), também opositor de Lula, defendeu medidas concretas por parte do Congresso. Em vídeo publicado no Instagram, sugeriu que o Senado suspenda o recesso parlamentar previsto entre 18 e 31 de julho. “Com o Brasil na mira de novas tarifas do governo Trump, o Senado precisa estar em alerta. O presidente Lula politizou a discussão, atacando os Estados Unidos em vez de buscar diálogo e equilíbrio. Esse não é momento de discurso ideológico, é hora de responsabilidade! Precisamos trabalhar, sem recesso, para proteger o Brasil de uma crise comercial criada por erro diplomático do próprio governo”, declarou.
O deputado Rodrigo Zaeli (PL) foi ainda mais direto em sua rede social. “A culpa é do STF e do PT. Trump anunciou a imposição de tarifas ao Brasil para combater a perseguição que o Poder Judiciário faz contra a direita e Bolsonaro. O recado está dado: parem de nos perseguir!”, afirmou. Segundo ele, o atual governo tenta desviar o foco.






















