
O número de domicílios alugados cresceu em ritmo mais acelerado do que o de imóveis próprios no Brasil entre 2022 e 2024, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados nesta sexta-feira (22.08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Mato Grosso, a tendência se repetiu, com aumento do aluguel e queda no total de casas quitadas.
No país, os domicílios alugados passaram de 15,2 milhões em 2022 para 17,8 milhões em 2024, um salto de 16,9% em apenas dois anos. Já as moradias próprias totalmente pagas subiram em ritmo mais lento: de 46,5 milhões para 47,6 milhões no mesmo período, crescimento de apenas 2,5%.
O movimento foi acompanhado em Mato Grosso. O estado tinha 308 mil domicílios alugados em 2022; em 2024, o número alcançou 425 mil, uma alta de 38%. No mesmo intervalo, as residências próprias quitadas caíram de 720 mil para 673 mil.
Os imóveis cedidos, quando o morador não paga aluguel nem prestação, geralmente por concessão de familiares ou empregadores, também tiveram aumento no Brasil, passando de 6,4 milhões para 7 milhões no período. Em Mato Grosso, esse tipo de arranjo se manteve estável, em torno de 124 mil a 133 mil moradias.
“Essa redução de 5,2 pontos percentuais ao longo dos anos em domicílios próprios, combinada ao aumento de domicílios alugados, indica uma concentração de riqueza nesse período. Se não se criam oportunidades para a população adquirir o seu imóvel, as pessoas precisam partir para o aluguel. Ao passo que temos também na economia um processo muito longo de inflação e salário reduzidos, o que cria mais dificuldades para as pessoas alavancarem seu patrimônio”, avalia William Kratochwill, analista da pesquisa.
























