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ARTE, CINEMA E LUZ NATURAL

Karla Marinho fala sobre maquiagem, luz natural e bastidores do cinema mato-grossense

Maquiadora com mais de 20 anos de atuação no audiovisual, Karla Marinho fala sobre a relação entre maquiagem, iluminação e os biomas de Mato Grosso, além dos desafios técnicos do trabalho em sets externos e internos.

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A maquiadora profissional para cinema e televisão Karla Marinho é a convidada do novo episódio do podcast Arte, Cinema e Luz Natural, apresentado pela iluminadora e pesquisadora Priscila Freitas, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (PPGECCO) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O episódio integra a pesquisa de doutorado da apresentadora e está disponível no canal do YouTube do PNB Online.

Com mais de 20 anos de atuação no audiovisual, Karla compartilha sua trajetória profissional, iniciada nas passarelas da moda e consolidada no cinema, na televisão e no teatro, com especialização em maquiagem e efeitos especiais. No currículo, reúne mais de 30 curtas-metragens, além de longas como Loop, Rondon, o Grande Chefe, A Batalha de Shangrilá, Beatriz Vira-Folhas e Memória de Elefante, e a série de ficção Entre Longes. Referência no setor, ela é uma das maquiadoras mais requisitadas do audiovisual mato-grossense.

Ao longo da conversa, Karla detalha o papel da maquiagem cinematográfica na construção narrativa e estética das obras, destacando a relação direta com a iluminação, a direção de fotografia, a arte e a produção. Segundo ela, no cinema, a maquiagem precisa dialogar com todo o conjunto visual do set. “A maquiagem não existe sozinha. Ela está relacionada com a luz, com o figurino, com o cenário. Se a iluminação estoura, por exemplo, o brilho aparece e parece erro da maquiagem, quando na verdade é uma questão de luz”, explica.

Um dos eixos centrais do episódio é a relação entre maquiagem e luz natural nos diferentes biomas de Mato Grosso. Karla relata experiências de gravações no Pantanal, no Cerrado e em áreas de mata, onde fatores como calor extremo, umidade, poeira e reflexos naturais exigem técnicas específicas e materiais adequados. “Nosso estado tem uma luz muito bonita e favorece muito as externas. A luz natural daqui é uma grande aliada do audiovisual”, afirma.

A maquiadora também aborda os desafios técnicos do trabalho em sets externos e internos, especialmente quando envolve caracterizações complexas, envelhecimento de personagens e efeitos especiais. Ela explica a diferença entre maquiagem para cinema, publicidade e salão, além de detalhar processos de caracterização e efeitos como próteses, ferimentos, tiros e uso de sangue cênico, ressaltando a necessidade de planejamento e estudo prévio para lidar com as condições climáticas de Cuiabá.

Confira o episódio na íntegra: 

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