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CONFESSOU O CRIME

Homem é preso por usar conteúdo íntimo para extorquir vítimas 

Após ter acesso a informações e conteúdo íntimo da vítima, suspeito passava a ameaçar vítimas solicitando valores e transferências via Pix

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu na quarta-feira (28.01), próximo à Rodoviária de Cuiabá, um criminoso em série envolvido em crimes de extorsão praticados contra homens homossexuais na capital. A prisão foi efetuada após investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Até o momento, sete vítimas do suspeito já foram identificadas, mas a polícia acredita que outras vítimas podem aparecer com a prisão do investigado.

As investigações conduzidas pela GCCO tiveram início depois que as vítimas registraram boletins de ocorrência relatando o crime de extorsão. Com o avanço das investigações, foi possível identificar outras pessoas que também sofreram ameaças e extorsões praticadas pelo investigado.

Para praticar os crimes, ele utilizava aplicativos de relacionamento e conversas on-line, como Scoka, Bate Papo UOL e Grindr, com o fim de captar as vítimas, iniciando conversas de cunho sexual e íntimo. Posteriormente, com informações da vida pessoal e íntima, ele passava a ameaçá-las com o fim de extorquir dinheiro, atuando no crime conhecido como “sextorsão”.

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Ele exigia transferências via Pix para que não divulgasse as informações íntimas das vítimas, sendo os valores depositados na conta de um terceiro.

Após dias de diligências, o investigado foi localizado nas proximidades da Rodoviária de Cuiabá, onde teve a prisão cumprida. Ele foi encaminhado à unidade policial, interrogado e confessou a prática do crime, revelando que utilizava a tática de gravar vídeos das pessoas durante os encontros, sem o consentimento delas, para utilizá-los posteriormente como instrumento de coação e extorsão.

O suspeito, de 30 anos, teve o mandado de prisão preventiva decretado pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá. Também foram autorizadas ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático e bloqueio de valores no montante de até R$ 40 mil.

Finalizados os procedimentos na delegacia, o suspeito foi encaminhado para a audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.

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