
Mato Grosso aparece com contrastes no Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. Enquanto Cuiabá liderou em 2024 entre as capitais brasileiras em investimento por habitante, Várzea Grande está entre os cinco piores municípios do país em acesso e qualidade dos serviços.
De acordo com o levantamento, que analisa os 100 municípios mais populosos com base em dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (ano-base 2024), Várzea Grande figura ao lado de cidades como Santarém (PA), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) entre os piores desempenhos do país.
O estudo mostra que a diferença entre os extremos é expressiva. Nos 20 melhores municípios, a coleta de esgoto atinge 98,08%, enquanto nos 20 piores o índice é de apenas 28,06%. No tratamento, os melhores chegam a 77,97%, contra 28,36% nos últimos colocados.
Apesar do cenário negativo em parte do estado, Cuiabá se destaca no recorte das capitais. Entre 2020 e 2024, a cidade registrou investimento médio de R$ 349,98 por habitante, sendo a única capital a superar a estimativa de R$ 225 por habitante prevista pelo Plano Nacional de Saneamento Básico para universalização até 2033.
O levantamento também evidencia que mais da metade dos municípios analisados investe menos de R$ 100 por habitante em saneamento, valor considerado insuficiente para avançar na universalização dos serviços. Entre os 20 piores colocados, o investimento médio foi de R$ 77,58 por habitante, cerca de 66% abaixo do necessário.


























