Solidário leitor, e o Flávio, hein? Já o apelidaram de Embolsonaro, diante da incerteza se o dinheiro foi realmente destinado ao tal filme sobre seu pai. Sabe-se que foi repassado a um fundo norte-americano, cujo agente legal é o advogado que auxiliou seu irmão, Eduardo Bolsonaro, em questões migratórias e patrimoniais no Estados Unidos. Investiga-se se esse dinheiro foi usado na compra de uma casa, avaliada em R$ 3,6 milhões. Não se fala se em dinheiro vivo. Aliás, essa seria uma das especialidades da família. De qualquer forma, a credibilidade (pelo menos fora de sua bolha) do 01, o presidenciável, está mais suja que poleiro de aves (bípedes galináceos ou não).
Após negar veementemente, por várias vezes, sua proximidade com o financiador, sucumbiu às evidências. O clima de velório na coletiva de imprensa em que, finalmente, confessou ter se encontrado com Vorcaro, não pareceu encorajar a continuidade de sua candidatura. Sabe-se que a harmonia entre alguns de seus pares também foi em direção ao brejo, especialmente entre ele, Zema e Ciro, o Nogueira, (não o Gomes, que recentemente andou flertando com sua família, depois de acusá-la de ladrões). Parece o sujo falando do mal lavado. Mas aí já é com eles. Prefiro não meter minha insignificante colher nesta briga de mitômanos. Eles que se virem.
Prefiro retomar a conversa sobre o Fim da Escala 6×1 e as falácias de quem defende a sua manutenção. O governador paulista, por exemplo, afirmou na semana passada: “(…) A gente não pode enganar o trabalhador. Não adianta achar que, de repente, aquele trabalhador que vai ter uma jornada reduzida, mas vai perder o seu poder de compra, vai aproveitar essa jornada com sua família. Ele vai ter que perder tempo livre fazendo bico para garantir o mínimo de renda (…).
A não ser que algum parlamentar altere o projeto de lei apresentado pela Presidência da República, a proposta é reduzir a jornada, de 44 para 40 horas, semanal sem perda salarial. Trocando em miúdos: diminui o tempo trabalhado, não a remuneração. Portanto, a tal situação aventada por Tarcísio de Freitas não encontra guarita na proposta governamental. Ah! É bom lembrar que o Centrão tentou adiar a discussão por 10 anos e ainda ampliar a possibilidade de o assalariado brasileiro trabalhar até 52 horas semanais. Com a repercussão negativa e a retirada de algumas assinaturas, voltou atrás. Afinal, a eleição bate à porta.
Por falar em redução de jornada, a escala 5×2 já existe para quase 30 milhões de trabalhadores brasileiros com carteira assinada, disse no início deste mês de maio o secretário executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Francisco Macena. Segundo ele, o que se discute, agora, é sua ampliação para os 15 milhões restantes. Portanto, os defensores da 6×1, na verdade, estão tentando postergar o impostergável. Mais dia, menos dia, ela virá. Quiçá, ainda neste ano.
Jairo Pitolé Sant’Ana é jornalista

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

























