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MATO GROSSO PARA POUCOS

Oposição diz que Mauro e Pivetta montaram “corriola de bacanas” que governa só para a “turma dos inhos”

A palavra corriola (ou curriola, como também é muito falada no Brasil) é usada hoje para se referir a uma “turma”, “bando” ou “panela” de pessoas — muitas vezes com um tom pejorativo, indicando um grupo que se une para levar vantagem e garantir privilégios nos negócios públicos.

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O presidente do PL de Mato Grosso, Ananias Filho, em entrevista nesta quinta-feira (18) aos jornalistas Antero Paes de Barros e Michely Figueiredo, na Rádio Cultura de Cuiabá, disse que o atual grupo que governa Mato Grosso, com Otaviano Pivetta (Republicanos) e Mauro Mendes (União) no comando, é “uma corriola que só governa para os interesses de meia dúzia de bacanas”. Ananias afirmou que o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato a governador, vai implodir esse esquema de gestão da “turma dos inhos”.

A expressão “turma dos inhos” refere-se a um termo utilizado pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), pré-candidato a senador, para ironizar o grupo político e empresarial ligado ao ex-governador Mauro Mendes (União). Em suas críticas, Taques cita de forma irônica apelidos no diminutivo (como “Fabinho”, “Maurinho”, “Cidinho”, “Luizinho”) para denunciar uma suposta centralização de poder, monopólio de contratos e blindagem de interesses no estado.

O senador Jayme Campos (União Brasil), pré-candidato a governador, também subiu o tom das críticas contra esse modelo de gestão fechado em torno de interesses de um pequeno grupo empresarial e político. Jayme defende que o Estado não pode ser tratado como um “balcão de negócios” ou uma empresa privada para atender interesses de uma “turma de bacanas”.

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A pré-candidata a governadora, a doutora Natasha Slhessarenko (PSD), em um tom mais ameno, faz críticas a esse modelo de gestão dos negócios públicos imposto pela dobradinha Pivetta/Mauro. Ela disse que está na disputa como médica, empresária, professora, filha da ex-senadora, que “tá aqui realmente pra fazer diferente dessa turma que tá aí”.

Crédito – Lucas Rodrigues/Secom
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