O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), sem novidade, mostra-se ao eleitorado de Mato Grosso como sempre foi no trato pessoal. Dono de uma sincera arrogância, seus comentários são sempre movidos a preconceitos, deboche e desrespeito com o outro. Um perfil de quem se acha superior, seja pelo dinheiro acumulado, pelo poder político ou pela cultura machista. Se achar melhor do que outros é um problema para quem governa. Sim, o governante deve dar o exemplo de respeito a todos, sejam pobres, negros, velhos e, principalmente, as mulheres. Se já adota esta conduta torta de deboche e desrespeito na condição de candidato a governador imagine o estrago no trato público depois de eleito.
Os dois últimos comentários de Otaviano Pivetta fizeram estragos na sua imagem pública, dando trabalho aos seus marqueteiros. Primeiro fez uma crítica aos idosos, ao se referir ao seu adversário, o senador Wellington Fagundes (PL). O cerne do preconceito: os idosos não podem aprender mais nada depois de uma certa idade. Pivetta usou este preconceito para atacar Wellington, que seria incapaz de governar Mato Grosso por não ter experiência em cargos de executivo.
Na sua desculpa pelo comentário infeliz, o governador disse que não tem preconceito porque também é idoso e afirmou que não se referiu ao senador. “Eu sou um idoso. Eu só acho que, para a gente, nessa idade, não é bom se aventurar em coisas que a gente nunca fez na vida”, comentou, confirmando o próprio preconceito de que os idosos são incapazes de aprender e executar coisas novas.
Outro tiro no pé foi um preconceito movido pela aparência física da pessoa. Parece uma simples brincadeira, e é, mas com o fundo de preconceito. Otaviano Pivetta comentou o aspecto físico do atacante Erling Haaland, artilheiro norueguês. “o governador não escondeu o estranhamento e zombou”, registrou o site Gazeta Digital.
“Tem aquele grandão, aquele cara branco, estranho ele, né? Parece que vem de outro planeta ele. É um ET”, disparou o gestor de preconceitos, em piada sobre o aspecto físico do jogador da Noruega.
TAQUES, MAURO E BOLSONARO: ALVOS DO DEBOCHE DE PIVETTA
“PITIÇO” – Esse modo arrogante e debochado também foi usado por Otaviano Pivetta para se referir aos companheiros da política. Nos contatos reservados, Pivetta apelidou o então o governador Pedro Taques, de “Pitiço”, nome dado a um cavalo de porte pequeno ou pônei. Era a sua forma de debochar da baixa estatura de Taques.
“GOIANINHO”. Nem o ex-governador Mauro Mendes escapou do deboche de Pivetta. Ele sempre começava uma crítica ao ex-governador, numa roda de conversa, chamando Mendes de “Goianinho”. A forma debochada de se referir a Mendes, nascido em Goiás, como isso se fosse um defeito de origem, um motivo para debochar.
“COMEDIANTE” – Num áudio histórico, em 2018 Otaviano Pivetta despejou uma série de comentários preconceituosos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, Flávio, Eduardo e Carlos. Pivetta chamou Bolsonaro de palhaço comediante, de incapaz. Não contente, ainda acusou os filhos de vegetarem na política, sem trabalhar. Vale ouvir este áudio. É Pivetta em estado puro da sua arrogância, movida a preconceitos e deboche.























