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CINEMA

Documentário sobre Jorge Bodanzky tem sessão especial no Cine Teatro Cuiabá nesta terça

“Um Olhar Inquieto” será exibido às 19h30 e terá debate sobre cinema, território e direitos indígenas após a sessão

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O documentário “Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky”, que revisita mais de cinco décadas da trajetória de um dos principais nomes do cinema documental brasileiro, será exibido nesta terça-feira (22), às 19h30, no Cine Teatro Cuiabá.

Após a sessão, haverá um debate com representantes da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), do Instituto Centro de Vida (ICV) e do Instituto Yukamaniru. A conversa terá como tema cinema, território e direitos indígenas e será mediada pelo professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Vitale Joanoni Neto.

Dirigido pelo próprio Jorge Bodanzky e pela cineasta amazonense Liliane Maia, o longa percorre a trajetória do diretor e sua atuação no registro de transformações sociais e ambientais, especialmente na Amazônia.

Bodanzky estreou na direção com “Iracema — Uma Transa Amazônica”, de 1974, produção que se tornou referência do cinema brasileiro ao abordar os impactos da ocupação da Amazônia durante a abertura da rodovia Transamazônica. O filme ficou censurado durante seis anos no Brasil e recebeu prêmios em festivais nacionais e internacionais.

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Ao longo da carreira, o cineasta também produziu documentários e trabalhos para emissoras brasileiras e estrangeiras, com recorrência de temas ligados ao meio ambiente e às populações amazônicas.

A sessão em Cuiabá integra o projeto Olhares Inquietos, que promove exibições acompanhadas de debates em diferentes locais. O documentário tem ligação direta com Mato Grosso: parte de sua produção foi realizada em parceria com a UFMT e conta com a participação dos professores José Amílcar Bertholini e Vitale Joanoni.

Participam do debate Silvano Chue Muquissai, liderança Chiquitano e presidente em exercício da Fepoimt; Kaya Agari, artista visual, ativista indígena Kurâ-Bakairi e coordenadora do Instituto Yukamaniru; e Déborah Monteiro, analista socioambiental do ICV e doutoranda em Antropologia pela UFMT.

Vitale Joanoni Neto, coordenador do Programa de Pós-Graduação em História da UFMT, fará a mediação da conversa.

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