O procurador jurídico da Prefeitura de Rio Branco e um empresário, alvos da operação Corrupção Delivery, seguem foragidos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que deflagrou a ação nesta quarta-feira (19.07). Dos quatro mandados de prisão, dois foram cumpridos, sendo que as secretárias de Finanças e a de Administração foram presas.
Segundo a Polícia Civil, das 22 ordens judiciais vinte foram cumpridas entre prisões, buscas, sequestros e bloqueios de bens foram cumpridas. Durante a ação os policiais apreenderam notas de empenho e processos encontrados na Prefeitura de Rio Branco, R$ 6,5 mil em espécie apreendidos na casa de uma das secretárias e na residência do empresário foi encontrada uma arma de fogo e munições.
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Os três secretários do município foram afastados dos cargos e são investigados por suspeita de corrupção. Eles mantinham contratos com a empresa de J.R.P. (foragido) via Prefeitura Municipal. Segundo a Polícia Civil, os envolvidos no esquema são investigados pelos delitos de associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de capitais.
Conforme a investigação, em conluio, o grupo desviou recursos da prefeitura com o lançamento e pagamento de serviços não realizados por meio de notas fiscais emitidas pelas empresas de J.R.P., que é investigado também pela Polícia Civil por um esquema que fraudou concurso público da Prefeitura de Mirassol d’Oeste.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Jean Paulo Nascimento, todo o esquema descoberto funcionava em uma espécie de sistema delivery, pois os secretários envolvidos entravam em contato via telefone com o empresário J.R.P., encomendavam a nota fiscal indicando o falso serviço a ser lançado e depois recebiam os valores em conta de terceiros.





















