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Compreender como movimentos feministas tratam de questões sociais que estão diretamente relacionadas com toda a sociedade contemporânea foi tema de debate entre mestrandos e doutorandos dos Programas de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO) e Comunicação e Poder (PPGCOM) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), nesta sexta-feira (02.06). O conceito de feminismo na contemporaneidade foi apresentado pela professora doutora Maristela Carneiro, coordenadora do ECCO.
Para o diálogo, Maristela Carneiro analisou a presença de figuras públicas femininas no universo das artes e como se dá a relação da história da mulher, gênero e os feminismos. “Hoje percebemos que falar em um único feminismo não dá conta do movimento. Precisamos pensar em diferentes feminismos, porque há diferentes pautas de diferentes mulheres, diferentes territórios, demandas, condições e que por muito tempo as pautas do feminismo foram pautas brancas, elitistas e que não davam conta de muitas questões que atingiam outros tipos de mulheres”.
Segundo Carneiro, é preciso uma convergência desses movimentos feministas de diferentes pautas sociais. “Eu acho que o conceito de sororidade vem ao encontro de tentar fazer com que a gente perceba que apesar de diferentes demandas, diferentes atravessamentos também temos pautas comuns que atingem a todas, que mudariam a vida de todas e que precisam ser levadas em consideração”.
“Falar em feminismo é falar em um mundo melhor e falar em uma fonte pra transformação social”
Ainda que esses diálogos sejam abertos nas universidades, na sociedade ainda existem visões deturpadas quanto ao conceito de feminismo, na grande maior dos casos por desconhecimento quanto ao tema. Para Carneiro, a desconstrução do olhar preconceituoso passa pela educação e pela comunicação.
“Falar em feminismo é falar em um mundo melhor e falar em uma fonte pra transformação social. Pensar em uma fonte pra uma justiça social que contemple um número cada vez maior de pessoas e um número cada vez maior de pautas identitárias. Então, pra isso é fundamental que a academia se mobilize, que a educação básica não seja coibida e discutir gênero, discutir essas questões. Que gênero não seja uma palavra proibida no espaço escolar, que os meios de comunicação possam contemplar essas discussões, dando a devida visibilidade e espaço. Discutir feminismos é discutir uma sociedade melhor”, pontuou Maristela Carneiro.
O diálogo foi coordenado pelo professor doutor em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e jornalista Pedro Pinto de Oliveira, como parte do cronograma da disciplina “O pensamento em ação e a imaginação criativa”, do ECCO e do PPGCOM.
Confira abaixo, a sequência da programação de diálogos contemporâneos da disciplina conjunta ECCO/PPGCOM:
09/06 – Comunicação e Poder, verdade única e repulsa ao outro. Convidado: Prof. Dr. Bruno Araújo
16/06 – Imagens e a metodologia de aproximação & analogia. Convidado: Prof. Dr. Rodrigo Portari.
Confira o perfil da professora convidada:
Dra. Maristela Carneiro
Pós-doutorado em História Regional – Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná (2019).
Pós-doutorado em História – Universidade Federal de Mato Grosso (2018).
Doutorado em História – Universidade Federal de Goiás (2016).
Temas de Pesquisa: Arte e Cultura Visual; Gênero e Feminismos; Poéticas Contemporâneas; Cinema e História; Arte Funerária.
Linhas de Pesquisa: Poéticas Contemporâneas; Comunicação e Mediações Culturais.
Grupos de Pesquisa: Líder do Núcleo de Estudos do Contemporâneo – NEC.
Nível de Orientação: Mestrado e Doutorado.
*Julia Munhoz é jornalista do PNB Online e doutoranda do ECCO/UFMT
























