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Professores apontam desinteresse de estudantes como maior desafio do ensino em MT

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Marcelo Camargo / Agência Brasil

aluno estudante

 

Uma pesquisa divulgada esta semana aponta que 30% dos professores da rede pública de ensino do estado do Mato Grosso têm como principal desafio o desinteresse dos estudantes na rotina escolar. O levantamento encomendado pelo Itaú Social, Todos Pela Educação, Instituto Península e Profissão Docente ouviu mais de seis mil professores de escolas de ensino regular da rede pública em todo o país.

 

O segundo maior desafio apontado pelos docentes é a defasagem nas aprendizagens dos estudantes (25%), seguido da indisciplina dos alunos (24%). A pesquisa também explorou as prioridades das secretarias de Educação na visão dos professores e a percepção sobre a profissão.

 

De acordo com a pesquisa, a oferta de apoio psicológico a professores e estudantes (24%) é a prioridade mais mencionada pelos professores, seguida da promoção do envolvimento das famílias na vida escolar dos filhos (19%). O aumento do salário dos professores (14%), a promoção de programas de reforço e recuperação (14%) e a melhoria da infraestrutura escolar (9%) completam a lista das cinco prioridades.

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A superintendente do Itaú Social, Patricia Mota Guedes, destaca a importância de ações estruturadas nas distintas instâncias da gestão educacional, desde as secretarias, gestão das escolas até novas práticas pedagógicas na sala de aula para dar conta dos desafios. Para ela, é importante fortalecer o diálogo e a articulação entre o governo federal e estados e municípios para avançar com a oferta de ensino integral e a Busca Ativa para alcançar, especialmente, os estudantes mais prejudicados com o fechamento das escolas em razão da pandemia de covid-19.

 

A pesquisa também revelou que 15% dos professores concordam totalmente que os atuais cursos de graduação de Pedagogia e licenciaturas estão preparando bem os docentes para o início da profissão. Na média nacional, o percentual de docentes que têm essa afirmação é de 19%. Os cursos presenciais formam docentes mais preparados de acordo com 90% dos entrevistados. Entretanto, seis a cada 10 professores (61%) graduados no estado em 2020 estudaram à distância.

 

Apenas 10% dos entrevistados concordam (3% totalmente e 7% em parte) que, no Brasil, os professores são tão valorizados quanto médicos, engenheiros e advogados. No entanto, 8 em cada 10 entrevistados concordam que, se pudesse decidir novamente, ainda escolheria ser professor. Além disso, 90% afirmam totalmente que a maior satisfação na profissão é quando percebem que os alunos estão aprendendo.

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Progressão 

 

Sobre a progressão da carreira, 92% dos docentes concordam (60% totalmente e 32% em parte) que a progressão na carreira deve vir por meio da melhoria da prática pedagógica. Em outras palavras, esses profissionais acreditam que professores que conseguem garantir melhores condições de aprendizagem para os estudantes devem avançar mais rápido na carreira. 33% discordam de que seus planos de carreira atendem suas expectativas de crescimento profissional. Hoje, em geral, professores avançam na carreira por titulação e tempo de serviço.

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