A CPI da Covid deveria ter ouvido nesta terça feira, o motoboy Ivanildo Gonçalves que presta seerviços à VTCLOG, empresa que distribuiu medicamentos para o Ministério da saúde. Beneficiado por uma decisão do ministro bolsonarista do STF, Kassio Nunes Marques, o motoboy foi autorizado a não comparecer à CPI.
A sessão acabou acontecendo mesmo sem a presença do motoboy. A CPI apresentou documentos em video, mostrando que Ivanildo Gonçalves compareceu à agência bancária com malotes de dinheiro e, coincidentemente, na mesma agência, no mesmo horário foram quitados boletos em nome de Roberto Dias, o diretor de logística do Ministério da Saúde, colocado nessa estratégica posição pelo líder do governo,Ricardo Barros, do PP.
Nesta mesma sessão, a CPI reconvocou o motoboy para depor e recorreu da decisão do ministro Kasssio, apontando que se ele não reconsiderar o decidido, que seja encaminhado o recurso para a segunda turma.
ENVOLVIMENTO DO GOVERNO
O envolvimento do governo Bolsonaro com a permissão para o assalto ao Ministério da Saúde, quando o Brasil sofria a mais grave crise com a pandemia da Covid está mais que demonstrada. Só para citar um exemplo, o escritório que fez a petição para o motoboy não depor é o mesmo escritório que defendeu o miliciano Adriano da Nóbrega e o assessor de Flavio Bolsonaro no epísódio da rachadinha, Fabrício Queiróz. É o mesmo escritório que agora tenta impedir a apuração dos crimes cometidos no Ministério.
Com os novos fatos, a CPI espera que o ministro bolsonarista Kassio Nunes reveja a sua posição.























