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Presidente Bolsonaro separa os brasileiros que lhe interessam

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Bolsonaro manifestação BSB

 

O presidente Jair Bolsonaro estimulou e promoveu a realização da manifestação de apoio a ele realizada neste sábado (15/05) em Brasília, em especial, pelos produtores rurais. Mato Grosso teve presença marcante neste ato, por conta da força do poder financeiro do setor. Transformadas em núcleo de apoio ao presidente Bolsonaro, entidades ruralistas de Mato Grosso ajudaram na logística do ato e na mobilização de pessoas. 

 

Bolsonaro atua centrado nos segmentos sociais dos brasileiros que lhe emprestam apoio incondicional, apoio submisso, aqueles que somam ao rebanho digital dos fiéis seguidores nas redes sociais. Redes sociais agrupando apoiadores para fortalecer o seu projeto político pessoal, a reeleição em 2022.

 

O movimento reuniu os únicos brasileiros que interessam a Bolsonaro, os seus apoiadores, o resto do país não lhe diz respeito. Um presidente que não governa com todos e para todos.

 

A celebração dos ruralistas estava lá: Brasil “Celeiro do mundo”; “Agro é Brasil em apoio ao presidente”. Nenhuma palavra sobre as políticas de destruição ambiental defendidas pelo governo que colocam o negócio do agro em risco no mercado global. Bolsonaro é como se não houvesse amanhã. O mito se esgota no presente.

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O movimento reuniu os únicos brasileiros que interessam a Bolsonaro, os seus apoiadores, o resto do país não lhe diz respeito. Um presidente que não governa com todos e para todos.

A fala de Bolsonaro adula o ego dos ruralistas, sempre com a ideia de superioridade:

 

“O Brasil se manteve em pé graças ao homem do campo, que não parou, graças aos caminhoneiros. O nosso agro, além de alimentar 200 milhões de brasileiros, alimenta mais de 1 bilhão de seres pelo mundo todo. Por isso, agradeço o apoio e a confiança”, disse Bolsonaro.

 

Bolsonaro fala só para os seus e repete a ideia arrogante do agro que se coloca acima do urbano, tipo alimentamos vocês, sem a gente vocês da cidade morrem de fome. Um mote que não cria nenhuma estima, só preconceito e animosidades. E na mesma frase cita outro grupo social de brasileiros tomado por Bolsonaro no seu jogo eleitoral: os caminhoneiros.

 

O segmento evangélico também estava representado nas faixas que enfeitaram o ato. “Brasil, Pátria do Evangelho”. O segmento é sempre adulado por Bolsonaro. É intrigante: na prática, Bolsonaro só prega o inverso do que os evangélicos creem. Bolsonaro prega a violência, ora pela volta da ditadura, cita seus profetas da tortura, como o coronel Carlos Brilhante Ustra, e não demonstra nenhum sentimento de solidariedade com os brasileiros mortos pela covid. É, na verdade, um anticristão praticante. Estranha essa adoração dos segmentos evangélicos por um indivíduo que celebra a morte, a tortura, e o desprezo pelo sentimento cristão de humanidade.

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Na manifestação faltou a citação pública e a presença visível do segmento dos garimpeiros, outro segmento de brasileiros que importa para o presidente. Talvez porque não fosse interessante juntar produtores rurais e garimpeiros.

 

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