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Contingenciamento reduz 65% do orçamento de órgão estadual de incentivo à ciência

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(Foto: Assessoria UFMT)

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) teve maior parte de seu orçamento contingenciado em 2019. Definida pelo próprio Governo como uma instituição que visa “apoiar e incentivar o desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica, em prol do progresso econômico e social de Mato Grosso”, a atuação da Fapemat teve que ser ajustada ao novo orçamento, que corresponde a apenas 35% do previsto anteriormente. 

 

A Fundação atua no desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, além de contribuir no fortalecimento do ensino superior em Mato Grosso.  Entretanto, o primeiro edital do ano está previsto somente para outubro. O número de editais vem caindo progressivamente. Em 2016, segundo consta no site da Fapemat, foram 19; em 2017, foram três; em 2018, dois.  Esses editais são responsáveis por ajudar no custeio de pesquisas e divulgação de descobertas mato-grossenses em diversos segmentos, como: saúde, educação, desenvolvimento regional e até potencial geológico e de mineração do estado.

 

Graças ao decreto de calamidade financeira decretado pelo Estado, a instituição executa hoje um orçamento de R$ 12 milhões, sendo o previsto anteriormente R$64 milhões. Atualmente, a verba é ajustada a 206 projetos de pesquisas em andamento e mais de 480 bolsas de estudos. Em outubro, a Fapemat deve lançar termos de cooperação com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec), com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e com a Universidade Federal de Mato Grosso(UFMT) e com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), que demandará 23% do montante disponível, cerca R$ 2,88 milhões. 

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O órgão de incentivo à ciência é responsável por financiar pesquisas de grande relevância, como o estudo da doutora em Química da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Francine Pazini em conjunto com as pesquisadoras Stela Regina Ferrarini e Cássia Regina Primila Cardoso, que por meio de testes entre 2015 e 2018, descobriram compostos úteis no tratamento de câncer de mama. A pesquisa o pode resultar em novos remédios para o combate da doença. 

 

“Hoje temos mais de 1.800 doutores que podem auxiliar o governo do estado no gargalo de desenvolvimento no aspecto econômico e ambiental sustentável. Para isso, a Fapemat vem ouvindo as secretarias, como de Saúde, Segurança Pública, Educação, Meio Ambiente e outras, com a finalidade de realizar estudos, levantamentos e implantação de novas tecnologias que contribuam em Políticas Públicas” ressalta o presidente da Fapemat, Prof. Dr. Adriano Silva.

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