Os dois moradores em situação de rua que estavam internados desde o dia 27 de dezembro após uma tentativa de chacina em Rondonópolis receberam alta nesta semana. Oziel Ferle da Silva, 35 anos, e William Ferreira de Oliveira Filho, 25, estavam internados no Hospital Regional do município.
Os dois sobreviventes da tentativa de chacina que, segundo a Polícia Civil, foi cometida por dois policiais militares, receberam alta médica na terça-feira (03.01). O crime aconteceu em frente ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, o Centro POP. Odinilson Landvoigt de Oliveira, 41 anos, e Thiago Rodrigues Lopes, 37, também foram baleados e morreram.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) confirmou, por meio de nota, que tem acompanhado o caso desde o dia do ocorrido, por meio de sua Comissão de Direitos Humanos.
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“A Seccional Mato Grosso também já oficiou a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) solicitando mais informações e requerendo que todas as medidas sejam tomadas para que os culpados sejam responsabilizados e, consequentemente, as penas sejam aplicadas aos mesmos”, informou a OAB.
O policial militar do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Elder José da Silva, investigado pelos homicídios ocorridos em Rondonópolis, se apresentou na sexta-feira (29.12). O outro policial militar apontado também como autor, Cássio Teixeira Brito, teve o mandado de prisão cumprido no mesmo dia, no batalhão onde está lotado, em Rondonópolis.
Os mandados de prisão temporária foram expedidos pela juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, com base na representação da Polícia Civil no inquérito que investiga dois homicídios consumados e duas tentativas de homicídio contra quatro pessoas em situação de rua. Os crimes ocorreram na madrugada da última quarta-feira (27).
A investigação da Polícia Civil referente aos homicídios apontou que os crimes foram motivados por ódio contra pessoas em situação de vulnerabilidade social. “A Polícia Civil deu uma rápida resposta a esse crime que chocou a população e as evidências reunidas apontam que a motivação pode estar ligada a crime de ódio contra pessoas em situação de vulnerabilidade. No transcorrer da investigação, tomamos conhecimento de que um policial deu entrada na Santa Casa, vítima de um disparo, com um veículo de cor escura similar ao usado no crime e, a partir daí, conseguimos esclarecer a autoria”, explicou o delegado regional Thiago Garcia.

























