Nunca um governador de Mato Grosso relacionou tão diretamente uma eleição passada de governo com a eleição presente de prefeito. E nunca usou uma regra própria, que serve diretamente a ele, governador. A chamada “regra de Mendes” foi colocada como parâmetro para apoios, descartando as pretensões de aliados e dos membros do seu próprio partido.
Segundo o site Midia News, o governador Mauro Mendes (União) descartou apoiar o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) para disputar a prefeitura de Sinop, contra Roberto Dorner (Republicanos), que vai tentar a reeleição.
Nesta segunda (18), o deputado Dilmar, do partido do governador, disse que seria candidato caso tivesse o apoio de Mendes. Seria, porque o governador revelou que a sua regra pessoal é clara: vai apoiar a candidatura de quem o apoiou na eleição de 2022. A “regra de Mendes” exclui, por exemplo, candidatos a candidatos que não sejam prefeitos disputando a reeleição. Um beneficiado direto da “regra de Mendes” é o desgastado prefeito Roberto Dorner, de Sinop, que busca um segundo mandato.
“Vou apoiar todos os prefeitos que me apoiaram em 2022. Acho que o respeito, a reciprocidade e a gratidão são fundamentais. Nós vamos ter que conversar caso a caso, mas essa regra que eu falei [de retribuir o apoio] vale para todos os municípios, para todo mundo”, afirmou Mendes, ao explicar o funcionamento da sua regra própria que serve a ele antes de servir ao seu partido. Dilmar é a primeira vítima da “regra de Mendes”.
A outra opção do deputado Dilmar Dal Bosco é insistir na candidatura até convencer o governador a mudar a regra. Foi assim que fez o deputado Eduardo Botelho, que não aceitou de pronto a escolha, de caráter pessoal, do governador, que desejava a candidatura do deputado federal Fábio Garcia a prefeito de Cuiabá. Botelho dobrou Mendes. A conferir se Dilmar terá o mesmo ânimo aguerrido e a mesma sorte de Botelho.

























