
Em assembleia geral realizada nesta segunda-feira (01.07) pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat-Ssind), os professores da instituição decidiram encerrar a greve após 41 dias. As atividades deverão ser retomadas na quinta-feira (03.07), e as aulas na próxima segunda-feira (08.07). A proposta de calendário que será enviada ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) será construída em nova assembleia.
A decisão vem uma semana após o Comando Nacional de Greve (CNG) do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) recomendar a suspensão coletiva da greve. A decisão, comunicada na última segunda-feira (24.06), representou a aceitação da proposta do Governo Federal pela categoria no âmbito nacional.
Com a pressão da greve, o ANDES destacou avanços nas pautas revindicadas pelos grevistas, como a revogação da Portaria n.º 983/2020, que garante isonomia entre os Professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e do Magistério Superior em relação ao controle de frequência e carga horária de ensino.
Além disso, o governo prometeu suspender os processos judiciais que questionavam o benefício de Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para aposentados, incluir entidades no conselho responsável pelo RSC e criar regras uniformes para progressão e promoção. O RSC é um benefício financeiro criado em 2012 para professores da Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico.
Em relação às reivindicações salariais, o pedido de reajuste para 2024 não foi atendido, assim como a defesa do reajuste linear conforme os índices da contraproposta protocolada em 27 de maio. No entanto, o acordo entre os professores e o Governo Federal inclui um reajuste linear até 2026, que aumentou de 9,2% para 12,8%, o reajuste dos steps subiu de 4% para 5% até 2026, e o valor salarial para ingressantes na carreira docente (MS e EBTT) também foi elevado.
























