
Em 2024, até o dia 25 de outubro, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATOX) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) registrou 687 atendimentos relacionados a acidentes envolvendo animais peçonhentos. Desse total, 463 casos foram causados por escorpiões, 96 por serpentes, 40 por aranhas e 88 por outros animais sinantrópicos. Os números podem ser atualizados até o fim do ano, conforme novas ocorrências.
Os acidentes com animais peçonhentos tendem a aumentar no período chuvoso. Segundo especialistas, a chuva força animais como escorpiões e serpentes a saírem de seus abrigos naturais e procurarem locais secos e alimentos, o que os aproxima de ambientes urbanos e facilita o contato com a população.
O Brasil abriga uma grande variedade de espécies peçonhentas, incluindo serpentes, aranhas e escorpiões, embora nem todas ofereçam risco à saúde humana. No entanto, algumas espécies, como a jararaca, a cascavel, a surucucu, a coral-verdadeira, a aranha-marrom, a aranha-armadeira, a viúva-negra e determinadas espécies de escorpião – incluindo o Tityus serrulatus, o Tityus bahiensis, o Tityus stigmurus e o Tityus obscurus – são reconhecidas por seu potencial para causar graves acidentes, que podem, inclusive, ser fatais.
Em outubro, foi registrada pela primeira vez a presença do escorpião Tityus serrulatus no bairro Parque Atalaia, em Cuiabá. Originário de outras regiões brasileiras, o Tityus serrulatus é considerado uma espécie invasora na capital mato-grossense e tem histórico de causar acidentes sérios. Embora até o momento não haja registros de incidentes envolvendo essa espécie específica em Cuiabá, as autoridades de saúde estão em alerta devido ao alto risco de envenenamento.
A Diretoria de Vigilância em Saúde do município, juntamente com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e o Centro de Controle e Zoonoses (CCZ), reforça a importância de medidas preventivas para reduzir o contato da população com animais peçonhentos.
Entre as orientações para evitar acidentes, a Vigilância recomenda:
- Uso de calçados e luvas durante a jardinagem e o manuseio de materiais de construção;
- Evitar o acúmulo de entulhos e objetos inservíveis ao redor das residências;
- Inspecionar roupas de cama e banho, além de calçados, antes de usá-los;
- Manter as camas afastadas das paredes e evitar deixar roupas expostas fora dos armários;
- Fazer a limpeza regular de móveis, quadros, cortinas e cantos das paredes;
- Vedar buracos e frestas em paredes, rodapés e assoalhos;
- Limpar frequentemente a caixa de gordura e manter o entorno das residências limpo, especialmente em áreas de jardins e quintais.
























