
As operações realizadas pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), resultaram na apreensão de 19 toneladas de drogas ao longo de 2024, um aumento de 36% em relação às 13,8 toneladas apreendidas no ano anterior.
Além da retirada de entorpecentes de circulação, as ações causaram um prejuízo estimado em R$ 440 milhões a grupos criminosos que operam na região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Esse valor representa um crescimento de 27% em comparação com 2023, quando as operações provocaram perdas de R$ 370 milhões.
No combate ao uso de aeronaves para o transporte de drogas, as ações resultaram na localização de 10 aviões, além da apreensão de 275 veículos, incluindo automóveis, caminhonetes e motocicletas, frequentemente utilizados para apoiar o tráfico.
As operações terrestres levaram à prisão de 375 pessoas, muitas delas atuando como “mulas” — indivíduos que atravessam a fronteira a pé, transportando drogas nas costas. Entre os presos, 47 estavam foragidos com mandados de prisão em aberto. Também foram recolhidas 10 armas de fogo e mais de mil munições de diversos calibres.
O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel PM César Roveri, destacou que os investimentos estaduais em tecnologia e infraestrutura têm contribuído para os resultados das operações. Segundo ele, medidas como a aquisição de viaturas, armamento moderno e a instalação de câmeras de monitoramento do programa Vigia Mais MT nas cidades da região de fronteira reforçaram o combate ao crime organizado.
O coordenador do Gefron, tenente-coronel PM Manoel Bugalho Neto, afirmou que o volume de apreensões de 2024 foi o maior desde a criação do grupo, em 2002. Ele atribuiu os resultados ao uso de tecnologia, integração entre forças de segurança e participação comunitária.
Desde 2019, o Gefron aumentou em 425% o impacto financeiro das operações contra facções criminosas. Nesse período, as ações resultaram na apreensão de mais de 81 toneladas de drogas e 57 aeronaves usadas no transporte de entorpecentes, com perdas acumuladas de R$ 1,8 bilhão para o crime organizado.






















