
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), publicou um novo vídeo na noite desta quarta-feira (08.011) para esclarecer a polêmica em torno de uma portaria assinada pela secretária de Saúde, Lúcia Helena Sampaio nesta semana. A medida estabelece que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) devem atender qualquer usuário do Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente do endereço e sem necessidade de agendamento prévio.
O texto gerou insatisfação entre profissionais da saúde, que temem sobrecarga de trabalho e apontaram que o tom dos vídeos anteriores, em que Brunini e Sampaio anunciaram a medida, incentivava comportamentos hostis contra as equipes. Fontes ouvidas pela redação afirmaram, sob anonimato, que o discurso provocou mal-estar nas unidades.
Como explica reportagem publicada pelo PNB Online, sem agendamento e restrição territorial, as UBSs de Cuiabá enfrentam risco de sobrecarga e caos. O modelo atual das UBSs foi desenhado para atender um número limitado de pacientes com fluxo controlado. Sem agendamentos e com livre demanda, a sobrecarga pode levar à superlotação, filas extensas e perda de qualidade no atendimento.
Após reunião com o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), a Associação Médica de Mato Grosso e o Sindicato dos Médicos do Estado (Sindimed-MT), Brunini adotou um tom mais conciliador. No novo vídeo, o prefeito garantiu que o sistema de agendamento prévio e os critérios de territorialidade continuam vigentes e pediu respeito aos profissionais de saúde.
No vídeo publicado, Brunini diz que a portaria não modifica o funcionamento atual das UBSs, mas reforça o atendimento por demanda espontânea, o que já ocorria nas unidades. “Nenhum dos vídeos anulou o ordenamento vigente. O atendimento por agendamento permanece, assim como os procedimentos de rotina, como medição de glicose e acompanhamento de pacientes diabéticos”, afirmou.
O prefeito explicou que a portaria apenas reforça que pacientes com sintomas agudos podem procurar as UBSs sem agendamento, para serem encaixados nos horários disponíveis. “Isso não é uma inovação. Queremos apenas garantir que o paciente saiba que será acolhido, respeitando os limites de funcionamento de cada unidade”, disse.
Brunini também abordou o impacto sobre os servidores. “Não existe saúde sem médicos, enfermeiros e técnicos. Sabemos que os profissionais também enfrentam dificuldades e pedimos que a população os trate com respeito”.
Confira o novo vídeo:


























