Estão abertas as inscrições para o 15º Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho (Eflac), que será realizado em El Salvador entre os dias 22 e 25 de novembro deste ano. Espaço de reflexão teórica, posicionamento político e debate para os feminismos da região, o Eflac já soma 42 anos de história.
Conforme a organização do evento, a 15ª edição estava agendada para 2020, mas foi adiada por conta da pandemia. Em 2023, pela primeira vez, o encontro terá tradução simultânea para português, inglês e francês. São esperadas cerca de 2 mil feministas de toda a região.
Para a coordenadora do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (PPG/ECCO) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a professora doutora Maristela Carneiro, o Eflac é um evento consolidado e que resulta na discussão e criação de uma agenda feminista de fato.
“Para além de ter um alcance amplo, que contorna fronteiras, trata-se de um evento importantíssimo, que contempla muitos temas caros para um Programa como o Ecco. Temos nos preocupado em acolher por aqui pesquisas, produzidas tanto por discentes quanto por docentes, que se dirigem para as pautas centrais do Eflac: feminismos, antirracismo, decolonialidades. Mas esses temas não interessam apenas a um grupo restrito de pessoas envolvidas com a pós-graduação, são pontos vitais para o avanço de muitas discussões sobre justiça social, economia, cultura e mudanças climáticas, discussões das quais não podemos mais escapar – e, acredito eu, não queremos escapar”.
Na edição deste ano serão 12 eixos centrais: aborto e sexualidades diversas e emancipatórias; feminismos descoloniais, antirracismo e interseccionalidade; os cuidados no centro: transformando modelos econômicos hegemônicos de feminismos; retrocessos democráticos e fundamentalismos; diversidade, dissonâncias e debates feministas; corpo-terra-território: resistindo e avançando; violências de gênero: nos queremos vivas, livres e diversas; proteção feminista integral; cidades e territórios feministas resilientes; poder e autonomia feminista, chaves para a emancipação; migração: feminização da migração e suas consequências; e arte e cultura como campos de transformação feminista.
Esses temas foram escolhidos a partir dos debates entre feministas salvadorenhas, durante encontro de preparação realizado em março de 2022, com a presença de feministas latino-americanas e caribenhas e do Encontro Feminista Centro-Americano, realizado em novembro de 2022.
Para mais informações acesse o site do Eflac.






















