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FRAUDE EM CADASTROS

Abilio mantém “médicos fantasmas” para não perder recurso federal, diz denúncia

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Uma denúncia formal enviada ao Ministério da Saúde acusa a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) de fraudar o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) para manter indevidamente repasses federais da Atenção Primária. Segundo o documento, a Prefeitura estaria inserindo no sistema nomes de médicos que não atuam de fato nas Equipes de Saúde da Família (ESF) com o único objetivo de não perder verbas vinculadas à cobertura dessas equipes.

Documentos anexados na denúncia mostram que médicos registrados no CNES atuam, na verdade, em outras unidades da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Nestes casos, conforme o denunciante, seriam “médicos fantasmas” que não atuam de fato onde deveriam trabalhar para justificar o recebimento de repasse federal.

A denúncia obtida pela reportagem alega que a prática tem “como finalidade exclusiva evitar a descaracterização da equipe de Saúde da Família”, impedindo a suspensão ou redução de incentivos federais, o bloqueio de repasses e a reclassificação da equipe como incompleta. O denunciante, que pede sigilo total, afirma que um médico consta formalmente como ativo no CNES, mas “não exerce atividades assistenciais, não cumpre carga horária, não participa da rotina da equipe e não atua junto à população”.

A inserção de profissionais fictícios no sistema oficial, que é a base para o financiamento e o monitoramento do SUS, é classificada no documento como uma “inconsistência grave cadastral e financeira”. A prática, segundo a denúncia, viola a fidedignidade do CNES, frauda critérios de financiamento federal, induz o Ministério da Saúde a erro ao manter repasses indevidos e “compromete a transparência, a equidade e a legalidade do SUS”.

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Além do dano ao erário federal, a denúncia alerta para o prejuízo à população. A medida mascara o déficit real de profissionais, distorce indicadores oficiais e causa desassistência à população, que não conta com o profissional informado. O documento sustenta que a conduta pode configurar, em tese, dano ao erário, violação aos princípios da administração pública e falsidade ideológica administrativa.

Entre os pedidos ao Ministério da Saúde estão a abertura imediata de um procedimento de apuração, uma auditoria no CNES da unidade envolvida e a conferência da atuação real do médico cadastrado, incluindo vínculo formal, carga horária, escalas e produção assistencial. O denunciante também solicita que sejam adotadas medidas corretivas, como a correção cadastral, a suspensão de incentivos e a eventual restituição de valores repassados indevidamente.

O que diz a Prefeitura

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá para que se manifeste sobre a denúncia. Em nota, a Prefeitura informou que houve apenas atraso na atualização do cadastro do médico citado na denúncia.

A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá esclarece que não houve manutenção indevida ou irregular de profissional médico no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), tampouco qualquer tentativa de preservação artificial de equipe ou de repasses federais.
A gestão da Atenção Primária segue rigorosamente as normas e o calendário nacional do CNES, estabelecidos pelo Ministério da Saúde. As atualizações de vínculos profissionais são realizadas por competência mensal, de forma a garantir a validação das produções assistenciais efetivamente realizadas, conforme orientações oficiais do Ministério da Saúde.
No caso mencionado, o profissional apresentou pedido formal de desligamento a partir do dia 22 de dezembro. A solicitação de exclusão no CNES foi oficializada em 07 de janeiro de 2026, respeitando o encerramento da competência de dezembro, que ocorreu em 08 de janeiro de 2026. A regularização cadastral, portanto, foi efetuada na abertura da competência seguinte, em estrita conformidade com os fluxos normatizados.
Ressalta-se, ainda, que o processo de atualização do CNES envolve etapas técnicas entre a base local e a base nacional, podendo haver intervalo entre o lançamento da informação e sua visualização no sistema nacional, conforme regras do próprio Ministério da Saúde. No período, também foram registradas intercorrências técnicas relacionadas à atualização do sistema.
A Secretaria Municipal de Saúde reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a correta alimentação dos sistemas oficiais, mantendo todos os registros administrativos documentados e à disposição dos órgãos de controle, e assegurando a continuidade da assistência à população.
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