
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), assinou um ofício circular orientando secretarias municipais a reforçarem junto aos servidores que denúncias de assédio moral e sexual sejam registradas em canais internos da Prefeitura. A determinação ocorreu após a repercussão de uma acusação registrada na Polícia Civil contra o então secretário municipal de Trabalho, William Leite de Campos.
O documento foi assinado no sábado (07.02), um dia após o site PNB Online divulgar, em primeira mão, a denúncia formal apresentada por uma ex-assessora que acusa Campos de assédio sexual durante o período em que esteve subordinada a ele na gestão municipal.

No ofício, encaminhado a todos os secretários municipais, o prefeito determina que seja feita “ampla e imediata comunicação” aos servidores sobre a Ouvidoria-Geral e a Corregedoria-Geral do Município como canais oficiais para recebimento de denúncias envolvendo eventuais práticas de assédio. O texto cita “recentes notícias veiculadas pelos meios de comunicação local acerca da possível prática de assédio moral e sexual, em tese atribuída a ex-servidor público municipal”.
Segundo o documento, as instâncias administrativas deverão adotar as providências cabíveis, assegurando contraditório, ampla defesa e proteção à pessoa denunciante.
Pedido de demissão após publicação
Após a repercussão da reportagem, a Prefeitura de Cuiabá divulgou nota informando que William Leite de Campos havia pedido demissão do cargo ainda pela manhã do mesmo dia. Até o momento em que a reportagem solicitou posicionamento oficial sobre a denúncia, porém, a gestão municipal não havia anunciado publicamente o pedido de exoneração.
A denúncia registrada na Polícia Civil relata episódios de tentativas de aproximação física não consentida, convites pessoais reiterados e situações de constrangimento no ambiente de trabalho. A identidade da denunciante não foi divulgada.
Horas após a publicação da reportagem William Leite de Campos publicou uma nota em suas redes sociais afirmando ser vítima de “ataques públicos, narrativas e acusações sem fundamento”. O ex-secretário não fez menção direta à acusação de assédio sexual.






















