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Após Governo oferecer R$ 30 milhões, Instituto aumenta proposta para R$ 48 milhões pela Santa Casa

Justiça do Trabalho deu prazo para que Comissão de Credores da Santa Casa avalie propostas para a compra do hospital.

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A Justiça do Trabalho deu novo prazo para a Comissão de Credores se manifestar sobre as propostas atualizadas para a compra do imóvel da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. O Governo do Estado aumentou a proposta de R$ 25 milhões para R$ 30 milhões e, em seguida, o Instituto Evangelístico São Marcos subiu sua proposta anterior de R$ 40 milhões para R$ 48 milhões.

A decisão foi proferida nessa quinta-feira (19.03) pela juíza Eliane Xavier, da Coordenadoria de Apoio à Efetividade da Execução (Caex) do TRT de Mato Grosso. Foi dado prazo de cinco dias para a comissão de credores e a executada se manifestarem.

O despacho foi publicado um dia após o Governo aceitar a contraproposta apresentada pelos trabalhadores e elevar para R$ 30 milhões o valor oferecido para a aquisição do prédio da Santa Casa.

A Justiça do Trabalho também recebeu na quarta-feira (18) a atualização da oferta do Instituto Evangelístico São Marcos, que aumentou o valor de sua proposta para R$ 48 milhões. A nova proposta prevê carência de seis meses para o início dos pagamentos, seguida de parcelas mensais fixas de R$ 500 mil. Na versão anterior, a carência era de 12 meses.

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Ao comentar o andamento do caso, a juíza destacou a expectativa de quitação integral dos créditos. “A dívida está em torno de R$ 48 milhões e a nossa perspectiva é de realmente pagar todos os créditos”, afirmou. Ela também ressaltou a existência de mecanismos que possibilitam reduzir o tempo de quitação dos valores. “Temos normas aqui que favorecem aqueles que optam pelo deságio de 30% e acreditamos que vamos conseguir sim pagar a todos, inclusive porque cabe lembrar que esse prédio da Santa Casa é o único bem que pode ser utilizado para o pagamento dessas verbas trabalhistas”.

A magistrada avaliou de forma positiva o surgimento de diferentes propostas e lembrou que se trata de um processo antigo. “Esperamos que de fato seja concluído, e o papel da Justiça do Trabalho é justamente fazer o pagamento dessas verbas trabalhistas”, disse. Segundo ela, o procedimento avança para a fase decisiva. “Estamos caminhando para atingir o nosso objetivo: pagar aos credores aquilo que é devido”.

O processo piloto dessa execução reúne aproximadamente 800 ações. Conforme definido no caso, após a manifestação da comissão, caberá à magistrada analisar as manifestações e deliberar sobre os próximos encaminhamentos do procedimento de venda do imóvel.

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