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ALEX SILVA

Atirador é condenado a 33 anos e 10 meses pela morte de Renato Nery

Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido mediante promessa de pagamento e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

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(Foto: Reprodução / TJMT)

Alex Roberto de Queiroz Silva foi condenado nesta quarta-feira (15.07) a 33 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato do advogado Renato Gomes Nery. O julgamento durou mais de nove horas no Fórum de Cuiabá e foi presidido pelo juiz Marcos Faleiros da Silva.

Primeiro dos seis denunciados pelo crime a ser julgado, Alex foi considerado culpado por homicídio qualificado, fraude processual e participação em organização criminosa. Ele foi absolvido da acusação de abuso de autoridade.

Os jurados reconheceram que Alex foi o autor dos disparos contra Nery e rejeitaram a possibilidade de absolvição. Também acolheram as três qualificadoras apresentadas pela acusação: crime cometido mediante pagamento ou promessa de recompensa, emprego de meio que provocou perigo comum e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O Conselho de Sentença também reconheceu o aumento da pena porque Renato Nery tinha 72 anos quando foi assassinado.

Somente pelo homicídio qualificado, Alex recebeu pena de 29 anos e quatro meses de reclusão. O juiz fixou inicialmente a punição em 24 anos, mas reduziu dois anos devido à confissão espontânea do réu. Depois, aplicou o aumento de um terço em razão da idade da vítima.

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Alex também foi condenado por integrar organização criminosa. Os jurados reconheceram as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo e à participação de funcionários públicos. A pena por esse crime foi fixada em quatro anos e seis meses de reclusão.

Na leitura do dispositivo final, o magistrado fixou a pena em 33 anos e 10 meses de reclusão, além de oito meses de detenção e 20 dias-multa. O valor de cada dia-multa corresponde a um trigésimo do salário mínimo.

“Julgo parcialmente procedente o pedido da ação penal pública com o fim de condenar o réu”, afirmou Faleiros. A sentença também estabeleceu o pagamento de indenização, mas o valor não foi informado durante o trecho lido no plenário.

Julgamento 

A sessão começou às 9h e teve depoimentos de testemunhas, interrogatório do réu e os debates entre acusação e defesa. Alex confessou ter efetuado os disparos, mas negou conhecer os supostos mandantes e afirmou que acreditava estar participando de uma ação relacionada à cobrança de uma dívida.

A versão não convenceu os jurados, que acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público de que o homicídio foi executado mediante promessa de pagamento.

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Renato Nery foi baleado na manhã de 5 de julho de 2024, quando desembarcava de um veículo em frente ao escritório onde trabalhava, na avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Ele morreu horas depois no hospital.

Segundo a acusação, o assassinato foi motivado por uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural em Novo São Joaquim, a 448 km de Cuiabá. O casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi é apontado como mandante do crime.

Também foram denunciados os policiais militares Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira. De acordo com o Ministério Público, eles teriam participado da organização do homicídio, do recrutamento do executor, da intermediação dos pagamentos e do fornecimento da arma.

Os outros cinco acusados ainda serão julgados pelo Tribunal do Júri.

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