Caminhadas em 30 cidades do Brasil e no exterior marcaram, neste domingo (10), o encerramento dos 21 dias de ativismo da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim da violência contra mulheres e meninas.

No Brasil, o evento foi promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, liderado por Luiza Helena Trajano, para mobilizar parcerias de investimentos em prevenção e também garantir vidas livres de violência para as mulheres e crianças do sexo feminino.
O tema da campanha 2023 da ONU é: Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas.
No Rio de Janeiro, a caminhada ocorreu no Aterro do Flamengo, zona sul da cidade. Falando à Agência Brasil, a líder do Comitê de Combate à Violência contra Mulheres e Meninas do Grupo Mulheres do Brasil no Rio de Janeiro, Marilha Boldt, comemorou o engajamento das mulheres na luta, que incluiu delegadas, promotoras e juízas.
“Nós seguimos na luta diária pelo combate à violência contra mulheres e meninas. Nós não aceitamos que os feminicídios continuem, que as violências continuem existindo. Ainda temos muitas subnotificações. Precisamos melhorar e evoluir muito. O envolvimento de toda a sociedade aqui representada é muito importante para que nós possamos dar essa visibilidade para a causa”, disse Marilha, que também é fundadora do Projeto Superação Violência Doméstica.
Números alarmantes
Dados do Dossiê Mulher 2023, produzidos pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), revelam que em 2022, no estado do Rio de Janeiro, 43.594 mulheres foram vítimas de violência psicológica, ou seja: a cada hora, 14 mulheres sofrem algum tipo de violência no estado. Mais de 125 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica e familiar, 111 mulheres foram vítimas de feminicídio e 37.741 medidas protetivas de urgência foram concedidas.
Em relação aos dados nacionais, o boletim da Rede de Observatórios da Segurança mostra que uma mulher é vítima de violência a cada quatro horas. No ano passado, 1.437 mulheres morreram vítimas de feminicídio no país, sendo 61,1% delas negras.
Mobilização em Cuiabá
A jornada de 21 dias pelo fim da violência contra a mulher, promovida pela Prefeitura de Cuiabá através da Secretaria Municipal da Mulher, chegou ao seu encerramento na quarta-feira (6), no auditório do Palácio Alencastro.
Mais de 60 servidores da sede da administração municipal participaram da campanha Laço Branco, marcando o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, conforme estabelecido pela Lei nº 11.489, de 20 de junho de 2007.
A palestra foi conduzida pelo promotor de Justiça Tiago de Souza Afonso, do Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar do Ministério Público de Mato Grosso.
O titular da 15ª Promotoria de Justiça Criminal destacou a presença ativa dos servidores homens durante a explanação como um sinal de mudança na sociedade patriarcal em que vivemos.
“É crucial que os homens exerçam uma abordagem responsável, tanto na maneira como tratam suas esposas quanto na educação de seus filhos e no apoio emocional a essas crianças, para que elas se tornem pessoas melhores e acabem com essa cultura machista”, explicou.
Com informações da EBC GERAL e da Prefeitura de Cuiabá


























