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PREVENÇÃO

Câncer que matou Preta Gil cresce entre brasileiros e está entre os que mais matam

O exame padrão para detecção é a colonoscopia, recomendada a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco.

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(Imagem: Reprodução)

O câncer colorretal é o terceiro tipo de tumor que mais mata no Brasil e tem registrado crescimento nos últimos anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença foi a causa da morte da cantora Preta Gil, aos 50 anos, no último domingo (20.07).

Esse tipo de câncer afeta o intestino grosso (cólon) e o reto, com sintomas muitas vezes discretos nas fases iniciais. “Inicialmente, a doença não apresenta sinais. Quando surgem, são comuns desconforto abdominal, inchaço e alterações no hábito intestinal, que muitas vezes são confundidos com outras condições. O sangramento nas fezes é mais evidente, mas nesse estágio o tumor já costuma estar avançado”, explica a oncologista Juliana Alvarenga, da São Bernardo Samp.

O exame padrão para detecção é a colonoscopia, recomendada a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Quando feito regularmente, pode identificar lesões precoces e reduzir drasticamente as chances de evolução da doença. Se o exame estiver normal, ele deve ser repetido a cada cinco anos.

Segundo o oncologista Roberto Lima, do Vitória Apart Hospital, o diagnóstico precoce está diretamente ligado à chance de cura. “A cirurgia e a quimioterapia são os principais tratamentos. Quando descoberto cedo, o procedimento é menos invasivo e as chances de recuperação são muito maiores”, afirma.

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Risco de metástase e recidiva

Em estágios mais avançados, o câncer colorretal tende a se espalhar, principalmente para o fígado, pulmões, ossos e peritônio, a membrana que reveste o abdômen. “A metástase é frequente. Quando os órgãos atingidos perdem função e a resposta à quimioterapia é baixa, há risco de falência múltipla e óbito”, explica Lima.

A oncologista Juliana Alvarenga acrescenta que o risco de recidiva está relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico. “Quanto mais avançado, maior o risco de retorno. Existem casos em que a doença desenvolve resistência ao tratamento, o que limita as opções terapêuticas”, diz. Nesses casos, os cuidados paliativos ou a participação em protocolos de pesquisa clínica são alternativas.

Prevenção depende do estilo de vida

Mais do que rastreamento, o câncer colorretal está diretamente relacionado aos hábitos cotidianos. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, o consumo de álcool e tabaco, além do sedentarismo, aumentam o risco da doença.

“A prevenção começa com escolhas diárias. Uma alimentação saudável e a prática regular de atividade física não só reduzem as chances de desenvolver a doença, como também melhoram o prognóstico após o diagnóstico”, reforça Roberto Lima.

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