
Os casos e óbitos por dengue em Mato Grosso registraram forte queda em 2026, segundo dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde. Até a 12ª semana epidemiológica, o estado apresentou redução de 69,36% nos indicadores em relação ao mesmo período de 2025.
O número de casos prováveis caiu de 18.247 no ano passado para 5.591 neste ano. Já as mortes passaram de 13 para 4 no mesmo intervalo.
A redução aparece de forma consistente ao longo das primeiras semanas epidemiológicas. Em todas elas, 2025 apresentou volume superior de casos na comparação com 2026. Na primeira semana, por exemplo, foram 1.011 registros no ano passado contra 281 neste ano. Na 12ª semana, os números ficaram em 1.035 e 466, respectivamente.
Apesar da tendência de queda, os dados indicam uma leve elevação gradual ao longo das semanas de 2026, com pico na 11ª semana, quando foram registrados 652 casos.
No cenário nacional, o painel aponta comportamentos distintos entre os estados. Enquanto Mato Grosso aparece entre as maiores reduções, unidades como Tocantins registraram aumento expressivo de casos no período analisado, mais de 1000%.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso reforça que a diminuição dos números não elimina o risco da doença e orienta a população a manter medidas de prevenção. Entre as recomendações estão eliminar água parada, manter caixas d’água vedadas, limpar calhas e descartar corretamente resíduos que possam servir de criadouro para o mosquito.
A secretaria também alerta para os sintomas mais comuns da dengue, como febre alta, dores musculares, dor de cabeça e manchas na pele. Em quadros mais graves, a doença pode evoluir e levar à morte.
No campo da imunização, crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a vacina Qdenga, aplicada em duas doses nos postos de saúde. A faixa etária tem apresentado alta taxa de hospitalização nos últimos anos.
Além disso, Mato Grosso recebeu em fevereiro 10.091 doses da vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante, de dose única, foi destinado inicialmente a profissionais da atenção primária à saúde.
























