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ARTIGO

Choque de realidade

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A vida nos oferece milhares de opções. Quando passamos por sofrimentos constantes, muitas vezes é sinal de que estamos escolhendo caminhos equivocados ou tomando decisões mal refletidas.

Somos parte de um todo e, por isso, somos facilmente contagiados pelos vícios sociais. Vivemos, infelizmente, uma verdadeira “era da depressão”. Muitas pessoas optam pela solidão, mergulham em estados de vazio e, com a desvalorização pessoal somada a sucessivos insucessos, acabam alimentando frustrações profundas.

Na tentativa de compensar essas frustrações, recorrem a recursos materiais e a alegrias artificiais — sejam drogas lícitas ou ilícitas — que proporcionam apenas satisfações momentâneas. Contudo, quando vem o choque de realidade, a sensação de insatisfação retorna ainda mais intensa.

É preciso compreender que assumir constantemente o papel de “coitadinho” leva à crença de que tudo está errado. Surge então a insatisfação com o mundo e a tendência de socializar o próprio insucesso, responsabilizando outras pessoas ou circunstâncias. Projeta-se a culpa nos mais próximos ou em situações recentes, criando a falsa ideia de que tudo precisa ser mudado.

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Muda-se de casa, de amizades, de relacionamento — transformando o parceiro em ex-amor e os amigos em ex-amigos. Alguns chegam a mudar de profissão ou atividade. No entanto, mudanças não planejadas podem levar a uma vida de risco, confundindo desespero com coragem, como se “saltar no escuro” fosse um ato heroico.

Quando nos distanciamos de nós mesmos, a vida torna-se instável e desconfortável. Mas, ao assumir a realidade com inteligência e coragem, e ao dar o primeiro passo rumo a objetivos possíveis, os sentimentos de insegurança começam a desaparecer.

Sem objetivos definidos, a mente passa a ser habitada por perguntas carregadas de descrença e medo. A vida então passa a ser conduzida por lamentos e questionamentos paralisantes, como:

1. “Como vou justificar o que fiz?” — mas você ainda não fez.
2. “Se eu errar, o que vão pensar de mim?” — mas você ainda não errou.
3. “O que estão falando de mim pelo que fiz?” — mas você ainda não decidiu; portanto, ninguém está falando.

Tomar decisões progressivamente mais complexas pode levar tanto ao sucesso quanto ao insucesso. Ambos, porém, farão parte da sua história e do seu futuro. O importante é decidir e dar o primeiro passo em direção àquilo que você acredita ser certo.

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Modificar o que está errado e seguir novos caminhos são atitudes que desenvolvem maturidade moral e intelectual. É assim que o indivíduo cresce: assumindo integralmente a responsabilidade pelos próprios atos.

Não viva de aparências — elas podem comprometer suas decisões. Combata também o complexo de culpa. Ambos são desvios emocionais que trazem sérias consequências ao crescimento pessoal.

Wilson Carlos Fuah é esscritor, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômica

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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