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Cinema autobiográfico rompe com clichês femininos da ficção

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Podcast Speculum

 

A cineasta, pesquisadora e professora doutora do ECCO/UFMT, Marithê Azevedo, acredita que o cinema autobiográfico realizado por mulheres cineastas é um instrumento de mudança dos clichês ou categorias que sujeitam a identidade feminina a esposa, mãe, amante, solteirona, entre outros, forjados a partir da ficção e no cotidiano machista. Para ela, abre-se uma janela de transformação dessas categorias clichês e da criação de outras.

 

“A mulher mudou e às vezes as pessoas não estão acompanhando esse processo de mudança. A partir do momento em que esses documentários ou essas ficções que trabalham sobre essas questões do feminino que são reveladores, surgem outras mulheres, surgem muitas outras categorias que não se encaixam mais nessas categorias fixas desses romances. E são muitas outras categorias que estão por vir, porque as coisas mudaram muito”, destacou a cineasta.

 

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Marithê Azevedo foi entrevistada pelo jornalista e professor doutor da UFMT, Pedro Pinto de Oliveira, e por Priscila Freitas, doutoranda do programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO) da UFMT, para o Podcast Speculum, atividade que faz parte de projeto de pesquisa da Universidade da Beira Interior (UBI)/Portugal, coordenado pela professora doutora da Faculdade de Artes e Letras daquela instituição portuguesa, Ana Catarina Pereira, com o apoio da professora doutora Ana Isabel Soares, da Universidade do Algarve, e uma equipe multidisciplinar de pesquisadores/as de Portugal e do Brasil.

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Essas categorias não dão conta. Esse filme autorial de narrativas de si feminino com certeza vai começar a mudar esse quadro.

Na visão da pesquisadora essa possibilidade de novas categoria faz com que sujam novas mulheres a partir de uma reconstrução das próprias ideias do feminino. “Tem outras novas mulheres que estão nascendo, que estão surgindo as vezes das próprias mulheres velhas. Novas mulheres nascendo inclusive de mulheres velhas. Essas categorias não dão conta. Esse filme autorial de narrativas de si feminino com certeza vai começar a mudar esse quadro. Está começando a mudar esse quadro, com certeza.”

 

Marithê Azevedo é doutora em Artes Cênicas pela USP, com pesquisa sobre dramaturgia para roteiros cinematográficos de ficção contemporâneos. Ganhou muitos prêmios, entre os quais se destacam: Prêmio melhor documentário pelo Festival Internacional de Cinema Feminino por Memórias Clandestinas (2007); Prêmio Melhor telefilme documental pelo Festival de Cinema de Mato Grosso por As cores eu habitamos, entre outros.  Roteirizou e dirigiu os curtas de ficção: Bolhas de sabão desmancham no ar (2012) Licor de Pequi (2016) o documentário Uterus Mundus, selecionado para o 26º Salão de Mato Grosso. 

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O Podcast Speculum é uma atividade que faz parte do projeto “Filmar-se e ver-se ao espelho: o uso da escrita de si por documentaristas de língua portuguesa”, investigação desenvolvida na Universidade da Beira Interior (UBI), com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.

 

*Julia Munhoz é jornalista do PNB Online e doutoranda do ECCO/UFMT.

 

Confira a íntegra do Podcast Speculum com a professora Marithê Azevedo:

 

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