Parece o mesmo filme, mas só parece mesmo. Com outra virada nos minutos finais, a Argentina derrotou a Inglaterra por 2 a 1 nesta quarta-feira (15.07), em Atlanta (Estados Unidos) e avançou para a segunda final consecutiva de Copa do Mundo. A grande decisão da edição de 2026 será no domingo (19), contra a Espanha, em Nova Jersey (EUA). Enzo Fernández e Lautaro Martínez foram os heróis argentinos, que deram a volta no placar depois do gol inicial de Anthony Gordon. Aos ingleses, caberá se conformar com a disputa do terceiro lugar diante da França, no sábado (18), em Miami (EUA).


Marcado por uma rivalidade histórica entre os dois países, o jogo começou com os nervos à flor da pele e entradas ríspidas. A arbitragem contemporizou, sem aplicar os cartões e a partida ficou mais tensa do que bem jogada. Foram poucas chances de gol na primeira etapa, nenhuma delas levando real perigo.
As emoções ficaram guardadas para o segundo tempo. E foram muitas. Logo no começo, a Argentina emendou duas oportunidades de perigo, parando no goleiro Jordan Pickford. Aos 10, enfim, o placar foi aberto.
Saindo ao ataque, Harry Kane tentou lançamento longo que foi interceptado pela defesa, mas caiu nos pés de Jude Bellingham. Ele acionou Morgan Rogers na direita e ele cruzou para Gordon completar de primeira, passando por trás da zaga argentina.
Colocada contra a parede, a Argentina reagiu. E a Inglaterra também. A vantagem no placar inspirou uma postura defensiva dos ingleses, enquanto o time de Lionel Scaloni se lançou sem medo em busca do empate. Encurralada, a Inglaterra não conseguia respirar e a Argentina criou uma chance atrás da outra, muitas delas em bolas levantadas na área.
Pickford fez grande defesa em cabeçada à queima-roupa de Nico González e na sequência Alexis Mac Allister acertou a trave em outra jogada pelo alto. Pickford fez mais uma boa intervenção em chute longo de Enzo Fernández, colocando a escanteio. Na cobrança, o mesmo Fernández recebeu na entrada da área e chutou forte para empatar, aos 40 minutos.
Toda recuada devido às alterações do técnico Thomas Tuchel, a Inglaterra não conseguiu sair da pressão argentina, que se manteve forte. Mac Allister acertou novamente a trave e, aos 46, o que parecia inevitável aconteceu. Messi cruzou da direita e Lautaro Martínez cabeceou de forma precisa para virar.
Sem forças, a seleção inglesa sucumbiu sem conseguir criar mais perigo e viu escapar a chance de dar fim a uma seca de 60 anos sem ir à decisão de uma Copa. A Argentina, pelo contrário, chega à segunda seguida, que também é a terceira nas últimas quatro edições. Ao fim da partida, uma faixa com os dizeres “As Malvinas são argentinas”, que estava nas arquibancadas, foi levada pelos jogadores até o gramado, em alusão ao conflito da década de 80 entre os dois países.
Impulsionada por uma vitória de brio e uma campanha cheia de percalços e triunfos emocionantes, a Argentina, dona do melhor ataque da competição, com 19 gols marcados, vai encarar na decisão a melhor defesa, a da Espanha, que sofreu apenas um em toda a Copa.






















