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Covid e fake news

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Na quinta-feira passada, vi estampada na primeira página dest’A Gazeta: Jovem Morre de Covid em MT. Não se especificou se a vítima foi vacinada ou não. Sim, porque nem toda a população, aqui e no restante do país, foi totalmente imunizada contra o coronavírus. Pelo menos 11,5% ficaram fora do esquema vacinal completo (mínimo equivalente a duas doses), menos de 40% tomaram três doses e apenas 11,24% dos brasileiros chegaram a quatro doses, embora as vacinas estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Eu, por exemplo, com exceção de 2021, quando tomei três doses, anualmente tenho ido ao “postinho” próximo à minha casa para me imunizar. Não é complicado.

Mas, mesmo assim, em 2025, apenas 8 milhões, das 21,9 milhões de doses da vacina contra a Covid 19, distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, foram aplicadas. Ou seja, em cada 10 disponíveis, menos de quatro foram utilizadas, resultando na incidência de 10.410 casos graves e 1.700 mortes registradas por causa da doença. Sem contar o dinheiro literalmente jogado fora. Apenas entre 2021 e 2023, segundo relatório de novembro do ano passado da Controladoria Geral da União (CGU), o país descartou R$ 1,6 bilhão em vacinas vencidas contra o coronavírus.

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Apesar das crianças com menos de dois anos serem o segundo grupo mais vulnerável às complicações da doença (os idosos estão em primeiro lugar), a cobertura vacinal está bem longe da ideal de 95%. Até fevereiro de 2024, somente 55,9% da faixa etária entre cinco e 11 anos foram vacinadas e 23%, entre três e quatro anos. Já entre as crianças com menos de um ano de idade, a cobertura é ínfima (3,49%).

A baixa cobertura vacinal infantil não restringe à covid 19. As duas únicas exceções são a BCG (tuberculose), com 98,01% e Hepatite B, com 96,56%. Em julho do ano passado, levantamento feito pela Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e OMS (Organização Mundial de Saúde) recolocou o país entre as 20 nações com maior número absoluto de crianças não vacinadas. A lista é liderada por países com grandes populações ou conflitos, como Índia, Sudão, Etiópia, Indonésia, Afeganistão, Angola, Paquistão e China.

Um dos fatores associados à queda da cobertura vacinal brasileira (na verdade, uma tendência global, segundo os especialistas) é a desinformação, a popular Fake News. Ou declarações estapafúrdias, como a de Jair Bolsonaro, então presidente do Brasil, em 17 de dezembro de 2020: “Se você virar jacaré, problema de você (sic). Se você virar super-homem, nascer barba em alguma mulher aí ou algum homem começar a falar fino, eles não vão ter nada com isso”. Claramente, estas desinformações foram transformadas em fake News e, até hoje, algum de nós ouve alguém dizer ser contra a vacina.

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Fake News (notícias falsas divulgadas em sites noticiosos ou redes sociais) são como Golpe de Estado, um crime hediondo. Enquanto seus autores não forem responsabilizados, julgados e condenados, fica tudo por isso mesmo, E, óbvio, continuarão a produzir e difundir amplamente suas mentiras.

Jairo Pitolé Sant’Ana é jornalista

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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