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RANKING NACIONAL

Cuiabá foi a capital que mais investiu em saneamento entre 2019 e 2023

Capital mato-grossense foi a única a superar o patamar de investimento ideal por habitante, segundo estudo do Instituto Trata Brasil

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(Foto: Iguá Saneamento)

Cuiabá foi a capital brasileira que mais investiu em saneamento básico entre 2019 e 2023, de acordo com o Ranking do Saneamento 2025, divulgado nesta terça-feira (15.07) pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados. No período, o investimento médio anual por habitante na cidade foi de R$ 415,02. O número é quase o dobro do segundo colocado, São Paulo (R$ 198,97), e bem acima da média nacional de R$ 126,97.

O levantamento toma como referência os 100 municípios mais populosos do país e utiliza dados do novo Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA), com base no ano de 2023. Segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), o valor ideal para garantir a universalização do serviço até 2033 é de R$ 223,82 por habitante. Cuiabá foi a única capital a superar esse patamar.

Apesar do desempenho positivo nos investimentos, os dados sobre esgotamento sanitário ainda mostram entraves. O estudo mostra que apenas cinco capitais brasileiras tratam mais de 80% do esgoto gerado. Cuiabá não está entre elas. Já no abastecimento de água, o índice médio nas capitais é de 94,11%, e a capital mato-grossense figura entre as sete que superam os 99% de cobertura.

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O estudo aponta que há forte correlação entre maior volume de investimentos e melhores indicadores de saneamento. Municípios que investem mais tendem a apresentar melhor cobertura de água, coleta e tratamento de esgoto, além de menores perdas na distribuição. Ainda assim, os autores destacam que a eficiência dos serviços também depende de regulação, planejamento e operação.

“É imprescindível trazer o saneamento para o centro das discussões dos prefeitos e prefeitas em todo o Brasil e priorizá-lo nas políticas públicas”, afirmou Luana Pretto, presidente do Instituto Trata Brasil.

O ranking de 2025 indica que, enquanto cidades do Sudeste, Sul e Centro-Oeste se destacam entre as 20 melhores, municípios das regiões Norte e Nordeste concentram os piores indicadores. Entre as 20 últimas colocadas, oito são capitais, como Porto Velho (RO), que tem apenas 35% de atendimento de água, e Macapá (AP), onde apenas 7,8% da população conta com coleta de esgoto.

A meta estabelecida pelo novo marco legal do saneamento é atingir a universalização do serviço até 2033. Para isso, será necessário ampliar os investimentos e reduzir as desigualdades regionais, segundo o relatório.

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