Pesquisar
Close this search box.
SUSPEITA DE PROPINA

Delegado preso em operação é acusado de receber caminhonete do sobrinho de Silval

Além disso, teria ficado comprovado que o delegado recebia um repasse mensal de R$ 2 mil de uma cooperativa alvo da Polícia Federal por comercio ilegal de mercúrio e cobrava R$ 10 mil de “diária”.

Publicidade

O delegado Geordan Fontenelle, 34 anos, preso em operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (17.04), teria recebido uma caminhonete como pagamento de propina de um sobrinho do ex-governador Silval Barbosa. A informação consta na decisão da juíza Paula Tathiana Pinheiro, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo, que resultou nos mandados de prisão e busca e apreensão.

O delegado e o investigador de polícia Marcos Paulo Angeli foram presos alvos da Operação Diaphthora, que cumpriu 12 ordens judiciais decretadas em investigações que apuraram um esquema criminoso de solicitações de vantagens indevidas. Além deles, também são alvos de investigação advogados e fazendeiros da região.

Leia também: Delegado e investigador que montaram ‘gabinete do crime’ são presos em operação

Conforme a decisão da magistrada, o delegado recebeu uma caminhonete L200 do sobrinho do ex-governador. O Núcleo de Inteligência da polícia verificou que Antônio da Cunha Barbosa Neto esteve na delegacia onde Geordan atuava e deixou uma mochila.

“Esteve na Delegacia de Polícia, portando uma mochila preta, entretanto, ao deixar a unidade, já não mais a carregava consigo. Tempos depois o representado DPC Geordan chegou à Delegacia dirigindo uma camionete Mistubishi MMC/L200 Triton Savana […] que ainda estava em nome de Antônio da Cunha. Contudo, numa atitude completamente estranha, no dia 17/10/2022, houve a comunicação de venda e, consequentemente, a transferência de propriedade desse veículo para Letícia Cristina de Souza Araújo, esposa do DPC Geordan”.

Leia Também:  Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro

Além disso, teria ficado comprovado que o delegado recebia um repasse mensal de R$ 2 mil de uma cooperativa alvo da Polícia Federal por comércio ilegal de mercúrio e cobrava R$ 10 mil de “diária” para que acusados pudessem ficar em alojamento para policiais na delegacia de Peixoto de Azevedo.

A cobrança de “diárias” foi evidenciada em interceptações telefônicas durante as investigações. Conforme o diálogo abaixo.

Nesta quarta foram cumpridos os dois mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e três medidas cautelares. Os servidores são investigados pelos crimes de corrupção passiva, associação criminosa e advocacia administrativa.

As investigações iniciaram após denúncias recebidas no Núcleo de Inteligência da Corregedoria Geral, que apontavam o envolvimento de policiais civis, advogado e garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo em situações como a solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial, caracterizando a formação e uma associação criminosa no município.

Com o aprofundamento das investigações foram identificados os servidores envolvidos no esquema criminoso sendo o mentor e articulador, o titular da Delegacia de Peixoto de Azevedo e um investigador da unidade, aliados a advogado e garimpeiros do município.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza