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Disputa médica: entre a estridência e a serenidade do exame eleitoral

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CRM MT

 

As médicas e médicos de Mato Grosso acompanham o processo eleitoral para a escolha das novas e dos novos membros do Conselho Regional de Medicina (CRM). É uma eleição que ocorre em todos os estados e que, pela primeira vez, contará com uma votação remota, por meio digital, programada para ocorrer nos dias 14 e 15 de agosto. 

 

O CRM, entre outras atribuições específicas, se responsabiliza pela fiscalização dos ambientes de trabalho do profissional da Medicina, como hospitais, ambulatórios, clínicas e demais instituições de saúde, tanto de caráter público quanto privado, a fim de saber se as condições são favoráveis ao exercício da profissão. Não é, portanto, um sindicato da categoria ou uma associação. A atuação do CRM segue uma legislação rigorosa e tem acompanhamento direto do Conselho Federal de Medicina (CFM). 

 

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Em Mato Grosso chama a atenção o fato de que há uma disputa entre duas chapas. A Chapa 1 “Mudança Já!” se coloca como de “oposição”. Quem assumiu o protagonismo em relação aos 40 membros que formam a chapa é o médico Diogo Sampaio. Como líder da chapa, o doutor Diogo quis colocar, sem sucesso, a eleição do CRM na caixa ideológica da polarização entre Bolsonaro x Lula, uma espécie de guerra de jalecos entre esquerda e direita. Em óbvio, o eleitorado médico sabe que o CRM não se reduz a uma disputa partidária. O foco é a competência posta em exame: qual chapa poderá fazer um trabalho mais eficiente e de respeitabilidade para a categoria. 

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O líder da chapa passou então a situar a eleição como se fosse uma disputa entre o novo x velho. “A formação de um grupo de oposição à atual gestão da autarquia é motivada, entre outras coisas, pela ausência do Conselho no acompanhamento das atividades profissionais dos médicos, que, em muitos casos, sofrem com falta de estrutura adequada para realizar os atendimentos e convivem com atrasos salariais superiores a 120 dias”. A crítica atinge diretamente a atual presidente, a médica Lucia Helena Barboza Sampaio.

 

O que chama a atenção neste ataque à gestão da doutora Lucia Helena: foi justamente ela quem convidou o médico Diogo Sampaio para participar do processo eleitoral do CRM. Há muitas especulações sobre as razões que levaram do convite ao rompimento, e a iniciativa do doutor Diogo de montar a sua própria chapa de oposição.

 

A Chapa 2 é a outra chapa concorrente, também formada por 40 membros, médicas e médicos de Cuiabá e do interior de Mato Grosso, e defende a integridade e a inovação no CRM. 

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