Uma fase ruim, sem vitórias há seis jogos, causaram crise e demissões no Cuiabá. O presidente do clube Cristiano Dresch acredita que os jogadores perderam o foco após a boa sequência de vitórias no fim do primeiro turno do Brasileirão. Por ser uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), Dresch destacou que as decisões são tomadas de acordo com o interesse dos donos.

“Aqui se não andar conforme nós gostamos e precisamos vai sair. Quem não ajuda atrapalha. Eu não vou citar o porque fizemos [demissões], mas estava muito longe do que precisávamos. A gente precisa de pessoas comprometidas”, disparou o presidente.
Em uma semana o clube dispensou os meio-campistas Nicolás Quagliata e Pablo Ceppelini. Ambos uruguaios. Qualgliata praticamente não estava sendo aproveitado, mas Ceppelini era o camisa 10 do time e o líder de assistências na temporada com 12 passes para gol. Conforme apurado, questões extracampo culminaram na demissão do meia.
Para Dresch o time deslumbrou com os bons resultados.
“Depois da nossa fase boa, desfocou. Foi a primeira vez que um jogador do Cuiabá foi dar uma entrevista no SporTV. O Deyverson foi. O António ganhou o treinador do mês. Isso aí tirou um pouquinho do eixo. Relaxa, é normal. Quem está acompanhando a fundo percebe”.
O presidente criticou a atuação da imprensa esportiva mato-grossense e alertou que o clube tem gerência.
“A estrutura do Cuiabá sempre foi de um clube empresa, sempre gerido de dentro para fora, nunca por opiniões de fora do clube. Se não tiver uma cobrança forte aqui dentro, as coisas não andam. O Cuiabá tem uma imprensa esportiva que é terrível nas críticas, como vemos Brasil afora. O Cuiabá não tem torcedor e nunca vai ter torcida organizada que pressiona os atletas, que vem “tacar” pedra no carro do jogador aqui na porta. O Cuiabá é um clube diferente dos outros”, afirmou Cristiano.
Em meio a essa turbulência, o Cuiabá encara o Fluminense neste sábado, às 17h30, na Arena Pantanal. O Dourado está na 11ª colocação, com 29 pontos, distante quatro pontos da zona de rebaixamento.





















